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Teleton bate meta de R$ 30 milhões para a AACD e vai ajudar a realizar 230 mil atendimentos

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Por Guilherme

O Brasil deu mais um show de solidariedade! O Teleton 2026 bateu a meta de R$ 30 milhões para ajudar a AACD e garantir o equivalente a 230 mil atendimentos de pessoas com deficiência física e mobilidade reduzida. A 29ª edição da campanha foi encerrada na madrugada deste domingo, 8 de novembro, após mais de 26 horas de transmissão ao vivo pelo SBT, que teve como tema: “O que te move?”.

O resultado foi comemorado por artistas, apresentadores, pacientes e profissionais da instituição. Patricia Abravanel e Celso Portiolli chegaram a descer por um tobogã montado no estúdio para celebrar a conquista. A festa veio depois de um apelo de Portiolli, que pediu ao público mais doações para que a campanha alcançasse a meta.

Os recursos vão ajudar a financiar consultas, cirurgias, fisioterapia, terapias de reabilitação, produção de próteses e outros produtos ortopédicos. Parte do dinheiro também será usada para melhorar as instalações da AACD, capacitar profissionais e investir em novas tecnologias. A instituição atende crianças, jovens, adultos e idosos em diferentes regiões do país.

Angélica, Eliana e Ana Castela participaram

A edição deste ano reuniu artistas de diferentes emissoras em uma grande corrente de solidariedade. Entre os nomes mais conhecidos estavam Angélica, Eliana, Maisa, Patricia Abravanel, Rebeca Abravanel, Tiago Abravanel, João Guilherme, Dedé Santana e Celso Portiolli.

Xuxa Meneghel também estava entre as atrações mais aguardadas, mas não conseguiu chegar ao SBT. A apresentadora ficou retida no aeroporto do Rio de Janeiro por causa das fortes chuvas, que impediram o voo para São Paulo. Em um vídeo publicado nas redes sociais, ela lamentou a ausência e pediu aos fãs que continuassem fazendo doações à AACD. Xuxa participaria do encerramento ao lado de Patricia Abravanel e Angélica.

A programação musical teve apresentações de Ana Castela, Aline Barros, Daniel, Gustavo Mioto, Matheus & Kauan, Péricles, Luiza Possi, Nattan, Mumuzinho, Melody, Priscilla, Manu Bahtidão e Yasmin Santos. Eliana, uma das madrinhas do Teleton, falou sobre a importância de cada contribuição: “O Teleton nos lembra todos os dias que o gesto não precisa ser grandioso para transformar uma vida, ele só precisa existir.”

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Empresas ajudaram a campanha milionária

Um dos momentos mais emocionantes teve a participação de Vitor Hugo, paciente da AACD, que contou como os tratamentos transformaram sua vida. “Se não fosse a AACD, eu ia estar numa cama, às vezes vegetando, eu ia estar preso na minha deficiência, mas a AACD me devolveu a liberdade, me devolveu a autoestima, me devolveu a alegria de poder compartilhar e curtir a minha família”, afirmou.

A arrecadação contou com a participação de milhões de brasileiros e o apoio de empresas que contribuíram para o Teleton. Entre os principais patrocinadores estavam Bradesco, Assaí, Cacau Show, Chiquinho Sorvetes, Riachuelo e RD Saúde. O Bradesco lançou uma ação especial: para cada real doado pelo público por meio do WhatsApp da assistente virtual b.ia, o banco se comprometeu a contribuir com o mesmo valor, até o limite de R$ 700 mil.

Outras empresas também participaram da mobilização, entre elas iFood, Atacadão, Baterias Moura, Óticas Diniz, Sodiê Doces e We Pink.

Hebe Camargo levou a ideia do Teleton a Silvio Santos

A história do Teleton no Brasil começou com uma conversa entre dois gigantes da televisão: Hebe Camargo e Silvio Santos. O formato da maratona beneficente surgiu nos Estados Unidos em 1949 e ganhou projeção internacional com o comediante Jerry Lewis, que passou a comandar uma campanha televisiva em benefício de pessoas com distrofia muscular em 1966.

No Brasil, a iniciativa ganhou força graças à apresentadora Hebe Camargo, que conheceu o sucesso do Teleton e levou a proposta à casa de Silvio Santos. A história foi relembrada por Íris Abravanel, viúva do apresentador, durante o lançamento da edição de 2026.

“O Teleton começou na sala de visitas da minha casa. A Hebe Camargo foi lá em casa e contou a respeito do Teleton pro meu marido e o que sucesso que fazia ajudando as pessoas, colaborando”, recordou. Íris contou que Silvio Santos abraçou a proposta em 1997. No ano seguinte, em 16 de maio de 1998, o SBT transmitiu a primeira edição brasileira da campanha.

A estreia arrecadou R$ 14,8 milhões. O dinheiro ajudou a construir uma unidade da AACD em Recife, Pernambuco, a primeira fora de São Paulo, além de financiar melhorias na unidade da Mooca, na capital paulista. Hebe tornou-se uma das maiores incentivadoras da campanha e permaneceu ligada ao projeto até sua morte, em 2012. Em homenagem à apresentadora, Silvio Santos batizou uma das bonecas que representam o Teleton de Hebinha.

Teleton já ajudou a construir 10 unidades da AACD

Em quase três décadas de transmissões, a campanha contribuiu para expandir o atendimento de pessoas com deficiência no Brasil. Segundo um balanço oficial divulgado pela AACD em 2022, quando o Teleton completou 25 edições, as doações já tinham permitido a realização de aproximadamente 15 milhões de atendimentos e a construção de 10 unidades da instituição.

Essas unidades são centros de atendimento e reabilitação, não necessariamente hospitais. A AACD também mantém um hospital ortopédico e oficinas especializadas na produção de próteses, órteses e outros equipamentos. A arrecadação continua expressiva. Em 2022, o Teleton recebeu R$ 34 milhões. Em 2023, foram R$ 35,7 milhões; em 2024, R$ 36,1 milhões; e, em 2025, a campanha bateu o recorde de R$ 37,2 milhões.

Agora, em 2026, a maratona ultrapassou novamente os R$ 30 milhões. O resultado permitirá a continuidade dos atendimentos gratuitos pelo SUS e novos investimentos nas unidades da AACD. As doações podem ser feitas durante todo o ano pelo Pix oficial do Teleton: doeteleton@aacd.org.br.

Como o dinheiro vai ajudar a AACD

O valor de R$ 30 milhões equivale ao custo de aproximadamente 230 mil atendimentos realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) nas unidades da AACD. A instituição oferece acompanhamento especializado para pessoas com deficiência física e mobilidade reduzida, com serviços de reabilitação e atendimento ortopédico.

Neste ano, três pacientes representaram a campanha: Camila Vitória Nunes, de 12 anos, que teve uma perna amputada devido a uma má-formação; Emily Nathieli, de 23 anos, que sofreu uma lesão encefálica após um atropelamento; e Jurcelei Tozzatti, de 74 anos, que precisou amputar uma perna depois de uma trombose.

As três histórias ajudaram a mostrar ao público a importância do atendimento oferecido pela AACD e da continuidade dos tratamentos.

Assista ao vídeo do momento em que o Teleton bate a meta de R$ 30 milhões:

*Todas as notícias são retiradas de fonte de sites. 

Fontes: Veja Abril, Notícia Boa, J3 News, Palco Pop

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