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Com 24 anos de carreira na Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, a tenente-coronel Renata Guedes Rodrigues Lanes assumiu o comando do 8º BPM da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, em Campos. A unidade tem atuação estratégica no Norte Fluminense, atendendo também os municípios de São Fidélis, São João da Barra e São Francisco de Itabapoana.
Renata Guedes já foi subcomandante dos batalhões do Barra da Tijuca/Recreio (31º BPM), Itaboraí (35º BPM), Santa Cruz (27º BPM), Méier (3º BPM) e Barra do Piraí (10º BPM). Agora, assume pela primeira vez o comando de uma unidade no Norte do estado.
A tenente-coronel destaca a atuação integrada com outros órgãos de segurança como eixo central da gestão. Segundo ela, a otimização das operações passa pela cooperação entre instituições e pela troca permanente de informações.
A comandante também ressalta projetos de polícia de proximidade desenvolvidos pelo batalhão e considera importante a implantação de uma nova unidade da PM em Guarus, recentemente anunciada, como reforço à segurança na região.
A senhora já passou em cinco subcomandos da PM-RJ, incluindo quase todas as áreas do Estado e agora assume o comando do 8º BPM. Qual é a expectativa?
Eu entendo que é uma responsabilidade muito grande. Tenho uma expectativa imensa de fazer um bom trabalho aqui na região. Estou ciente da importância, da relevância do 8º Batalhão dentro desse cenário aqui do Norte Fluminense. Nós pegamos essa região de Campos e além de Campos, temos também outros três municípios: São João da Barra, São Francisco do Itabapoana e São João da Barra. Estamos em uma área muito grande e estou chegando com muita força de vontade, muita disposição, muito motivada, contando com os meus oficiais, alinhando o trabalho junto à minha tropa. Tenho certeza de que vamos realizar um trabalho de excelência.
Comandante, a senhora falou do Batalhão e de sua relevância. Até muito pouco tempo o 8º BPM tinha um efetivo maior, até por causa dessa área de abrangência.
Assim como em outras unidades operacionais da corporação, a unidade o 8º BPM sofreu uma perda de efetivo ao longo dos anos, sendo que isso também aconteceu em outros batalhões por questões diversas. Porém, o nosso secretário já se mostrou sensível a essa demanda. Novos PMs estão sendo formados. Eu acredito que dentro de muito pouco tempo muitos que estão sendo formados serão enviados para o nosso batalhão. Cabe também destacar que se a gente pegar a série histórica, veremos o desempenho positivo da unidade. O número de roubos, de crimes diminuiu. Quero dizer que muito embora a gente tenha uma perda de efetivo, a nossa tropa tem mostrado serviço, tem trabalhado bastante para compensar essa demanda.
Comandante, existe alguma expectativa sobre o anunciado do Batalhão da Polícia Militar em Guarus? Como a senhora observa isso?
Acredito que isso irá acontecer muito em breve. É uma tendência natural que isso ocorra de fato. O nosso secretário tem dado continuidade aos projetos da gestão anterior. Tudo aquilo que já havia sido alinhado. Guarus é uma região muito importante e sensível. A área do 8º BPM, como eu disse, atende, além do município de Campos, três outros municípios. Então, um Batalhão em Guarus seria um ganho, não só para a Polícia Militar, mas para a população de toda a região, o que significaria um número maior de agentes, viaturas e outros equipamentos. Mas enquanto isso não acontece, o 8º BPM continua fazendo seu papel, continua fazendo seu trabalho, policiando a região.
A senhora tem quase 25 anos de PM, já chegou à patente que antecede coronel, que é a máxima. Como que a mulher está representada hoje na PM do Rio?
Eu fico muito feliz de ver que ao longo desses 24 anos as mulheres vêm cada vez mais ocupando posições de destaque na corporação. A gente sabe que a sociedade evolui e a PM do Rio vem evoluindo junto da sociedade. Nosso secretário tem uma visão muito estratégica em relação às mulheres como um todo e, ano após ano, cada vez mais mulheres vêm sendo conduzidas à posição de comando.
A senhora falou de índices, de estatística e também de equipamentos. Estamos bem equipados?
Com certeza! Assim que cheguei, a gente providenciou um estudo detalhado aqui da área, quais eram as principais demandas e a nossa prioridade tem sido otimizar nossos recursos. Precisamos otimizar aquilo que a gente tem e principalmente investir em tecnologia e investir em parcerias com os demais órgãos ligados à Segurança Pública. A gente tem um trabalho muito interessante no Centro de Controle Operacional da Guarda Municipal, da Secretaria de Ordem Pública de Campos, que disponibiliza acesso às imagens. Com isso, já conseguimos efetuar algumas prisões em parceria, com base nas informações que foram passadas pelo CCO. A gente tem feito operações também em conjunto com a Guarda Municipal, tanto aqui de Campos como dos demais municípios, visando fiscalização de trânsito de motocicletas, veículos, e de Postura. Trabalho conjunto com as delegacias da Polícia Civil que compõem a área do 8º Batalhão… são muitas parcerias que resultam em trabalhos integrados. Então, a gente tem buscado atuar nesse sentido para otimizar aquilo que a gente já tem e aumentar o nosso alcance operacional.
Macaé tem o Batalhão dos Cães regional. Como é isso?
Sim, então, na verdade o que existe em Macaé é um canil setorial. É como se fosse um destacamento de ações com cães. Em Macaé existe uma subsede, vamos dizer assim, não só pra atender a área do 32º Batalhão, que envolve ali a cidade de Macaé, como todo o Noroeste Fluminense. Nós desenvolvemos operações quase que diárias com o Batalhão de Ações com Cães e os resultados têm sido maravilhosos. O cão de faro é bastante utilizado aqui. Ele nos proporciona um alcance operacional muito maior, devido à especificidade dele, principalmente em operações no combate aos entorpecentes.
A gente percebe que a PM do Rio vem buscando de forma plena se tornar o que chamam de Polícia Cidadã. Como a senhora observa isso?
Com toda certeza, existe um esforço do comando da corporação neste sentido de integração com a sociedade, operando dentro da legalidade. Desde os bancos escolares, de inserir essa disciplina de policiamento comunitário, mediação de conflitos, entre outros. Hoje, a Polícia Militar possui vários projetos de aproximação com a comunidade. Nós temos a Patrulha da Infância e Juventude, que era nossa antiga patrulha escolar, que abrange toda nossa área, focando nos jovens e adolescentes. Temos a Patrulha Maria da Penha, que desenvolve um trabalho belíssimo combatendo a violência doméstica, que é um problema sério. Temos diversos projetos na área de esportes com o judô, jiu-jítsu, e também na música. O que não falta são projetos e com certeza existe um olhar diferenciado da corporação para esse tema.
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