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Protesto no Rio de Janeiro repudia sequestro de Nicolás Maduro

Por Guilherme
Por Guilherme
Centro do Rio de Janeiro (Reprodução Agência Brasil)

Centenas de pessoas se reuniram na segunda-feira (5), na Cinelândia, no Centro do Rio de Janeiro, para protestar contra o sequestro do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e de sua esposa, Cilia Flores. O ato também condenou a ação militar dos Estados Unidos em Caracas, ocorrida no último sábado (3).

A manifestação foi organizada pela Frente de Esquerda Anti-imperialista em Solidariedade à Venezuela, que reúne cerca de 50 entidades. O local, historicamente marcado por mobilizações políticas, voltou a ser palco de críticas à intervenção estrangeira no país vizinho.

O ataque à capital venezuelana e o sequestro do chefe de Estado foram anunciados pelo presidente norte-americano Donald Trump, que confirmou que Maduro foi levado à força para uma prisão em Nova York, sob acusações de narcoterrorismo, tráfico de drogas e conspiração armada. Em audiência realizada nesta segunda-feira (5), em tribunal norte-americano, Maduro declarou-se inocente e afirmou ser um prisioneiro de guerra.

Durante o ato, venezuelanos que vivem no Brasil expressaram indignação com a ação dos Estados Unidos. O estudante de mestrado Ali Alvarez, de 31 anos, residente no país há oito anos, afirmou que a intervenção representa uma violação à soberania da Venezuela e à Constituição Bolivariana. Já o músico Alexis Graterol, que vive no Brasil há duas décadas, classificou as acusações contra Maduro como falsas e criticou o interesse norte-americano nos recursos naturais venezuelanos.

Em posição divergente, o psicólogo Marco Mendoza, venezuelano que mora no Chile, disse concordar com a intervenção, alegando que o país já sofria influência de outras potências internacionais.

O protesto também contou com a participação de estrangeiros e lideranças políticas brasileiras. O cineasta colombiano Raúl Vidales demonstrou preocupação com o avanço da presença militar norte-americana na América Latina e defendeu uma resistência coletiva em defesa da soberania regional. Já o presidente estadual do PCdoB, Daniel Iliescu, alertou para o enfraquecimento do multilateralismo e criticou o uso da força unilateral nas relações internacionais.

Segundo dados do IBGE, os venezuelanos formam hoje o maior grupo de imigrantes no Brasil, com cerca de 200 mil pessoas, dentro de um total aproximado de 1 milhão de estrangeiros residentes no país. Entre 2018 e novembro de 2025, mais de 115 mil venezuelanos receberam apoio do Estado brasileiro para regularização e interiorização, sendo 3.290 destinados ao Rio de Janeiro.

Fonte: Agência Brasil

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