O Tesouro Direto lançou nesta segunda-feira (11) um novo tipo de investimento para quem procura uma opção simples de guardar dinheiro e fazer o valor render mais que a poupança. Chamado de Tesouro Reserva, o título pode ser comprado a partir de R$ 1 e terá rendimento ligado à taxa Selic, hoje em 14,50% ao ano.
A ideia do governo é facilitar o acesso de quem ainda está começando a investir. O produto funciona como uma alternativa aos CDBs, às caixinhas digitais dos bancos e à própria poupança, mas com regras mais fáceis de entender.
O novo investimento já vinha sendo testado com clientes do Banco do Brasil e agora começa a ser oferecido ao público. Um dos diferenciais é que ele evita as oscilações comuns em outros títulos do Tesouro, o que ajuda quem quer mais previsibilidade na hora de aplicar ou resgatar o dinheiro.
O que é o Tesouro Reserva
O Tesouro Reserva é um título público do Tesouro Direto, plataforma do governo usada para investimentos em renda fixa.
Na prática, funciona assim: a pessoa empresta dinheiro para o governo e recebe esse valor de volta com juros. O rendimento acompanha a Selic, que é a taxa básica de juros da economia.
Segundo o Ministério da Fazenda, o objetivo é criar uma opção simples para quem quer montar uma reserva financeira sem precisar entender tantos detalhes do mercado.
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Dá para investir a partir de R$ 1
Uma das principais novidades é o valor mínimo bem baixo. Será possível começar a investir com apenas R$ 1, o que facilita o acesso para quem está começando.
Outro ponto é a praticidade. O sistema permite aplicar e resgatar dinheiro a qualquer hora do dia, todos os dias da semana. Também haverá transferência via PIX.
O título terá vencimento de três anos, mas o dinheiro poderá ser retirado antes desse prazo, sem desconto sobre o valor aplicado.
Quanto rende e qual o risco
O Tesouro Reserva terá rendimento ligado à Selic, atualmente em 14,50% ao ano. O governo ainda não informou se o retorno será exatamente igual a 100% da taxa.
Por ser um investimento do governo federal, o produto é considerado de baixo risco no mercado financeiro.
Segundo o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, a proposta é oferecer uma opção para quem procura rendimento com mais segurança e previsibilidade.
Outro detalhe importante é que o Tesouro Reserva não terá a chamada marcação a mercado, mecanismo que faz alguns títulos variarem de valor antes do vencimento.
Na prática, isso significa que o dinheiro investido não deve sofrer oscilações na hora do resgate, o que ajuda quem usa a aplicação como reserva de emergência.
Como investir
Neste primeiro momento, o Tesouro Reserva já está disponível para clientes do Banco do Brasil, que participou do desenvolvimento do produto junto com o Tesouro Nacional.
Segundo o Ministério da Fazenda, outros bancos poderão oferecer o título nos próximos meses.
Para investir, basta acessar a área de investimentos do aplicativo do banco, entrar na seção do Tesouro Direto, escolher o Tesouro Reserva, informar o valor e confirmar a aplicação.
A expectativa é que o processo seja parecido em outras instituições quando o produto for liberado.
Por que o Tesouro Reserva concorre com a poupança e os CDBs
Especialistas dizem que o Tesouro Reserva deve disputar espaço com investimentos bastante populares entre os brasileiros, como a poupança, os CDBs e as caixinhas digitais.
Isso acontece porque o novo título junta características que muita gente procura: aplicação simples, possibilidade de sacar a qualquer momento e rendimento ligado à Selic.
Os CDBs funcionam como empréstimos feitos aos bancos em troca de juros. Já as LCIs e LCAs são investimentos ligados aos setores imobiliário e do agronegócio e costumam ter isenção de Imposto de Renda para pessoas físicas.
Nas caixinhas digitais, os bancos aplicam automaticamente o dinheiro do cliente em produtos de renda fixa voltados para metas específicas.
Ainda não foi divulgado se o Tesouro Reserva terá alguma taxa de custódia. Hoje, os títulos do Tesouro Direto cobram uma taxa próxima de 0,20% ao ano.
Tabela de investimentos – Foto: reprodução




