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Nova análise do asteroide Bennu revela sinais antigos de água e minerais

Recentemente, o jornal Earth divulgou que novas análises do asteróide Bennu detectaram que a água esteve presente no objeto espacial, porém, por canais estreitos, o que dividiu o seu material em diferentes zonas químicas. O principal autor da pesquisa, que compartilha esses achados, é Mehmet Yesiltas. Você pode ler o estudo na íntegra clicando aqui.

O resultado deste estudo é importante porque auxilia os cientistas a entenderem como as regiões mais frágeis (à base de carbono) desse objeto conseguiram sobreviver, enquanto outras desenvolveram minerais ainda mais resistentes. Além de demonstrar que a água passou pelo objeto, o estudo também indica que o asteroide produziu minerais.

Esse comportamento indica que o asteroide não evoluiu de maneira uniforme, mas sim que suas diferentes regiões foram expostas a ambientes e processos variados ao longo do tempo.

Enquanto algumas áreas mantiveram substâncias mais sensíveis, outras sofreram alterações que resultaram na formação de novos minerais. Essa diversidade de registros permite aos cientistas compreender com mais precisão a trajetória e as transformações desse corpo celeste ao longo de sua história.

Para quem tem pressa:

Pesquisadores analisaram mais amostras do asteroide Bennu e identificaram que a presença ou ausência da água no objeto influenciou em mudanças significativas;

Dentre elas, é possível destacar o desenvolvimento de minerais, como enxofre.

Sobre os resultados obtidos pela pesquisa

As imagens que compõem esta animação foram capturadas ao longo de cerca de quatro horas em 4 de dezembro de 2018, durante a primeira passagem da OSIRIS-REx sobre o polo norte de Bennu. Crédito: NASA/Goddard/Universidade do Arizona

Mehmet Yesiltas é o principal pesquisador que analisou as amostras obtidas do asteroide. Dentre as análises, comparam o padrão de divisão deixado pela água quando alterou algumas áreas e deixou outras praticamente intocadas.

Ao analisar o fragmento, os pesquisadores identificaram três áreas bem definidas, em vez de uma mistura homogênea de rochas e material carbonáceo.

Uma dessas regiões era composta por cadeias simples de carbono. Outra apresentava grande quantidade de minerais que se formaram na presença de água, indicando uma antiga interação com esse líquido.

Já a terceira área preservou um tipo específico de material rico em carbono que costuma se degradar quando exposto à água por longos períodos.

Como essas regiões praticamente não se misturavam, o fragmento acabou registrando etapas diferentes de sua história, em vez de um único processo contínuo e homogêneo.

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Minerais foram encontrados nas amostras analisadas

Representação artística 3D do asteroide Bennu. Crédito: joshimerbin – Shutterstock

Um dos indícios mais evidentes surgiu a partir de compostos contendo enxofre, que foram encontrados quase exclusivamente nas regiões dominadas por minerais. Nesses pontos, houve atuação de água em algum momento do passado, que dissolveu substâncias e redistribuiu elementos antes de deixar depósitos químicos no local.

Já em outras áreas, a composição original permaneceu praticamente intacta, sugerindo que o contato com a água foi inexistente ou tão fraco que não provocou alterações significativas.

Esse contraste permite entender que um único grão pode preservar, ao mesmo tempo, registros de formação mineral e assinaturas químicas extremamente sensíveis, lado a lado, como capítulos diferentes de uma mesma história.

A preservação desses materiais pode ser o aspecto mais impressionante do estudo, já que compostos químicos delicados e ricos em nitrogênio normalmente se degradam quando expostos por longos períodos à água líquida.

Segundo Yesiltas, essas descobertas têm implicações relevantes para a ciência planetária e para a astrobiologia.

A manutenção dessas assinaturas químicas sugere que pequenos corpos celestes podem ter atuado como veículos de transporte de ingredientes essenciais pelo Sistema Solar, levando esses materiais a outros ambientes sem que fossem completamente destruídos no caminho.

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