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Energia em Marte pode ser gerada com recursos do próprio planeta

Um estudo publicado na revista científica National Science Review apresenta uma proposta para gerar energia em Marte usando a própria atmosfera do planeta. A ideia faz parte de estratégias para viabilizar missões tripuladas com menor dependência de recursos enviados da Terra.

A pesquisa descreve um sistema capaz de transformar o ar marciano em eletricidade, calor e combustível. Esse modelo integra diferentes tecnologias e busca garantir o funcionamento contínuo de habitats, laboratórios e sistemas de suporte à vida.

Em resumo:

Estudo propõe gerar energia em Marte com recursos locais;

Sistema converte atmosfera em eletricidade, calor e combustível;

CO₂, gelo e solo são aproveitados no processo energético;

Tecnologias incluem compressão, microrreatores e reator Sabatier;

Solução ainda experimental, mas pode viabilizar missões humanas.

O conceito central é chamado de Utilização de Recursos In Situ (ISRU, na sigla em inglês), que consiste em aproveitar materiais disponíveis no ambiente local. Em Marte, isso inclui principalmente o dióxido de carbono (CO₂) presente na atmosfera, além de gelo subterrâneo e solo.

Infográfico detalha um sistema ISRU em Marte que captura a atmosfera e usa um reator nuclear e energia solar para gerar eletricidade, calor, oxigênio, combustível e água por meio de processos como SOEC, Sabatier e cianobactérias para sustentar uma base humana – Crédito: ©Science China Press

Como a tecnologia pode gerar energia em Marte

Para gerar energia, os cientistas propõem a captura do ar marciano, que possui baixa pressão e alta concentração de CO₂. Esse ar seria coletado e comprimido para aumentar sua densidade e permitir seu uso em processos energéticos.

O estudo aponta três métodos principais para essa etapa: compressão mecânica, aprisionamento criogênico e adsorção térmica. No entanto, todos ainda enfrentam limitações técnicas, como baixa eficiência, testes incompletos ou produção reduzida de calor.

Após a captura do ar, a proposta inclui o uso de microrreatores nucleares para gerar energia contínua. Esses sistemas seriam responsáveis por garantir fornecimento estável de eletricidade, mesmo em condições adversas do ambiente marciano.

A energia produzida poderia ser armazenada em baterias adaptadas, permitindo seu uso ao longo do tempo. Esse armazenamento é essencial para manter operações constantes, especialmente durante períodos sem luz solar.

Outro componente importante é o Reator Sabatier, que converte CO₂ em metano e água. O metano pode ser utilizado como combustível, enquanto a água pode ser reaproveitada em diferentes processos.

Para construir uma base humana em Marte, será necessário utilizar recursos naturais locais, já que o transporte de materiais de construção da Terra seria inviável e caro – Crédito: Frame Stock Footage – Shutterstock

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Mesmo sistema é utilizado na Estação Espacial Internacional 

Esse tipo de tecnologia já é utilizado na Estação Espacial Internacional (ISS), mas em escala menor. A proposta do estudo é ampliar sua capacidade para atender às demandas de uma missão em Marte.

Segundo os pesquisadores, da Universidade de Ciência e Tecnologia da China, a integração dessas tecnologias pode transformar a atmosfera marciana em uma fonte central de energia. Isso permitiria reduzir custos logísticos e aumentar a autonomia das missões tripuladas.

Além da atmosfera, o estudo destaca o uso de outros recursos locais. O gelo subterrâneo pode ser convertido em água potável e oxigênio por meio de eletrólise, enquanto o solo marciano pode ser utilizado na construção de estruturas.

Apesar do potencial, os autores ressaltam que essas tecnologias ainda estão em fase experimental. Testes adicionais e avanços técnicos serão necessários antes de sua aplicação em missões reais.

A expectativa é que a ISRU desempenhe papel fundamental nas próximas décadas. Ao reduzir a necessidade de transporte de recursos da Terra, essa abordagem pode tornar a exploração de Marte mais viável.

O estudo conclui que, embora promissora, a geração de energia em Marte ainda depende de avanços científicos. O desenvolvimento dessas soluções será decisivo para o sucesso das futuras missões humanas ao planeta.

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