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Daqui a pouco mais de 5 meses o eleitor vai decidir o destino do Brasil dos próximos 4 anos

Num paradoxo próprio da política eleitoral, de hoje ao pleito de outubro o tempo é curto para mudanças radicais e longo para que os pré-candidatos tidos pelas pesquisas como favoritos — o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro — sejam substituídos.

Conforme publicado domingo passado (19), quando se fez considerações acerca de temas como 1º turno, pesquisas e o comportamento do eleitor (*disponível no arquivo do Site), este texto traz a parte II da matéria, com reflexões somente sobre a pré-candidatura de Lula da Silva e sua jornada em busca do 4º mandato. Na edição seguinte, será a vez de Flávio. A separação visa evitar um texto demasiado longo e cansativo.

Candidato à reeleição, Lula tem a seu favor a militância fiel do PT, a experiência e carisma acumulados ao longo de várias décadas, a liderança inconteste e a máquina do governo. Durante o mandato apareceu como favorito em todas as pesquisas, quase sempre na perspectiva de vencer no 2º turno — não no 1º.

Isso porque o capital político de Bolsonaro — seja para Tarcísio de Freitas ou, como agora consolidado, para seu filho Flávio — manteve-se durante todo o tempo considerável.

Período adverso

Levando em conta o cenário dos últimos meses e particularmente das últimas semanas, a popularidade de Lula desceu ladeira abaixo — já vinha caindo, diga-se — e, nas pesquisas recentes de abril, pela primeira vez Flávio Bolsonaro aparece na frente. Tecnicamente, empatado. Mas, preocupante para o PT por se tratar de panorama fora da curva: Lula atrás de Flávio.

Com erros em série que contribuíram para que a inflação doesse no bolso do trabalhador, principalmente na hora do supermercado; o imposto no balancete do empresário; e os juros altos freando os investimentos, seria excesso de otimismo esperar que o quadro não se revelasse difícil.

Se a campanha estivesse na reta final, o quadro, de difícil, passaria à condição de espinhoso. Mas com folgados 5 meses pela frente, tudo pode mudar. Na próxima terça (28) a Atlas/Inter anunciou divulgação de sua nova pesquisa. Certamente que no início de maio novos levantamentos do Datafolha, Quaest, PoderData, Paraná, etc. também serão feitos, podendo confirmar ou não a tendência de queda do presidente.

Ocorre que a palavra ‘tendência’ se afigura sobremaneira desfavorável para Lula, considerando que dos recuos para cá nenhum episódio se apresentou como passível de reverter os últimos levantamentos. Mas, cabe esperar. 

Rejeição

Bate muito forte na campanha de Lula — certamente o pior ‘quesito’ — a elevada desaprovação do presidente, que chega à casa dos 61%. A ela se juntam a desaceleração da economia e a menor alta do PIB desde 2020; os impostos que aumentaram 27 vezes em 3 anos, segundo o Site Poder 360; o excesso de endividamento dos brasileiros; o crescimento dos gastos do governo, incluindo os juros da dívida, que alcançou o maior nível em 16 anos; a queda do Brasil no ranking das maiores economias; a fraude no INSS; as promessas não cumpridas e uma anunciada plantação cuja colheita não chega nunca. Isso, se o estrondoso caso do Banco Master não vier a respingar no Planalto.

Ruídos

O cenário pouco auspicioso traz ruídos. E os ruídos trazem dúvidas. E, ainda mais grave, ruídos ‘dentro do ‘lado petista’, conforme sugeriu a jornalista Vera Magalhães, em O Globo de sexta-feira, 24.

As observações da jornalista dizem respeito à insatisfação de profissionais liberais, do agronegócio, do setor financeiro e outros com os quais Lula, na campanha de 2022, havia prometido dialogar, mas decorridos 3 anos e meio continuam esperando o telefone tocar.

Com o título “Enredo manjado”, a articulista destacou que o “QG petista subestimou a capacidade de Bolsonaro transferir votos depois de condenado e preso“. E acrescentou: “… Começa a ser vocalizada em ambientes públicos, diante de petistas de quatro estrelas, a defesa explícita da substituição de Lula como candidato das “forças democráticas”.

Vera Magalhães, que sempre fez severas críticas a Bolsonaro, ‘fechou’ sua análise considerando que os petistas “largam na corrida eleitoral com mais medo do que nunca de que o enredo manjado faça o eleitor abandonar a novela do Lula 4“.

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* Todas as notícias são retiradas de fonte de sites conforme informado na última linha “apareceu primeiro em …”

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