A história dessa ave pré-histórica, cheia de cor e que um dia já foi dada como extinta, voltou a chamar atenção depois de ganhar uma nova chance na natureza, graças a um projeto de conservação na Nova Zelândia.
Tudo começou com a soltura de algumas aves em uma área protegida. Pouco tempo depois, outros animais também foram levados para o local. E o resultado animou: além de se adaptarem bem, os takahē começaram a se reproduzir e já têm filhotes por lá.
Hoje, a população da espécie gira em torno de 500 indivíduos no país. E o trabalho de preservação continua, com ações constantes para garantir que essa ave siga existindo, mesmo que o avanço seja aos poucos.
Retorno inicial
O retorno inicial foi feito no Vale Greenstone, onde se acredita que os pássaros viveram por séculos. O passo é importante para criar uma população selvagem.
“Foi maravilhoso ver o quão bem eles se adaptaram ao seu novo habitat em Greenstone durante o ano passado, chocando filhoses com sucesso e mantendo boa saúde em geral”, disse Gail Thompson, representante de Ngāi Tahu.
Desde 2023, a maior parte dos casais já nidifica, com pelo menos sete filhotes confirmados.
A taxa de sobrevivência dos bebês é alta, o que indica que o local oferece condições favoráveis para a espécie prosperar.
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Controlando preparadores
Uma das maiores dificuldades do projeto é controlar os preparadores.
Por ser incapaz de voar, os takahē ficam vulneráveis a animais como furões, ratos e gatos selvagens.
No Vale Greenstone a área é protegida, mas o processo é delicado.
“O controle de predadores é crucial para a sobrevivência do takahē na natureza e estamos encorajados que a captura no Vale Greenstone até agora ajudou a evitar que qualquer um dos adultos fosse predado. Mas o final do inverno é um momento vulnerável, pois o número de ratos na área diminui devido à falta de comida, e arminhos, furões e gatos selvagens que caçam ratos podem então mudar para pássaros nativos para se alimentar”, explicou Gail.
Futuro dos takahē
Hoje, olhando para o passado, os pesquisadores dizem que a reintrodução foi exitosa, mas ainda há muito a ser feito.
Como próxima meta, o grupo quer soltar os animais em outras áreas próximas, como o Vale Rees e ver como os takahēs vão se comportar.
O programa de recuperação vai continuar, com o foco em estabelecer várias populações selvagens.
Apesar do sucesso da reintrodução, os predadores ainda representam um desafio. – Foto: DOC




