A astronauta Christina Koch, que ficou dez dias no espaço durante a missão Artemis 2, mostrou os efeitos de uma viagem espacial no corpo humano. No Instagram, ela publicou um vídeo em que “reaprende” a andar sob a gravidade da Terra, demonstrando dificuldades para caminhar com os olhos fechados.
Koch realizou um teste chamado tandem walk, em que o calcanhar de um pé é colocado diretamente à frente dos dedos do outro, como ao caminhar em uma linha reta estreita. “Quando as pessoas vivem em microgravidade, os sistemas do nosso corpo que evoluíram para informar ao cérebro como estamos nos movendo — os órgãos vestibulares — não funcionam corretamente“, escreveu a astronauta.
“Nosso cérebro aprende a ignorar esses sinais e, por isso, quando voltamos à gravidade pela primeira vez, dependemos muito dos nossos olhos para nos orientar visualmente”, acrescentou Koch. A astronauta — que se tornou a primeira mulher a participar de uma missão à Lua — afirmou que esse tipo de exercício pode se tornar um grande desafio.
Segundo ela, compreender o fenômeno pode ajudar a orientar o tratamento de vertigem, concussões e outras condições neurovestibulares na Terra. “Felizmente, já estamos nos readaptando à gravidade sete dias após o pouso na água”, concluiu Koch em sua publicação.
A seguir, confira o vídeo:
Comandante filmou “pôr da Terra” atrás da Lua
O astronauta Reid Wiseman, comandante da missão Artemis 2, filmou um “pôr da Terra“, fenômeno em que o nosso planeta some atrás do horizonte lunar visto do espaço. O vídeo de 52 segundos foi gravado em 6 de abril com um iPhone, pela janela de acoplamento da cápsula Orion, enquanto a tripulação sobrevoava o lado oculto da Lua.
Wiseman postou as imagens no último domingo (19) no X; até a noite de segunda-feira (20), o vídeo já tinha 14 milhões de visualizações. “Como ver o pôr do sol na praia, mas do lugar mais estranho do cosmos”, escreveu Wiseman. “Só uma chance na vida.”
No vídeo, a Terra aparece como uma pequena esfera azul e branca que vai gradualmente desaparecendo atrás da superfície cinza e repleta de crateras da Lua. Enquanto Wiseman filmava com o celular, Koch fotografava o mesmo fenômeno com uma câmera Nikon. Os astronautas Victor Glover e Jeremy Hansen acompanharam a cena por outra janela da nave.
“Mal conseguia ver a Lua pela janela, mas o iPhone tinha o tamanho perfeito para capturar a cena”, acrescentou o comandante. “O vídeo não tem corte nem edição, com zoom de 8x — bem parecido com o que o olho humano enxerga.”
Confira:
Only one chance in this lifetime…
Like watching sunset at the beach from the most foreign seat in the cosmos, I couldn’t resist a cell phone video of Earthset. You can hear the shutter on the Nikon as @Astro_Christina is hammering away on 3-shot brackets and capturing those… pic.twitter.com/8aWnaFJ69c
— Reid Wiseman (@astro_reid) April 19, 2026
Artemis 3 já tem componentes em transporte
Na segunda-feira (20), a NASA transportou o estágio central do foguete da Artemis 3 da fábrica da agência em Nova Orleans (EUA) até uma balsa que o levará ao Centro Espacial Kennedy, na Flórida (EUA), onde será montado e preparado para o lançamento previsto para 2027;
Com 64 metros de altura quando completo, o estágio é a maior peça do foguete e carrega os tanques de combustível que alimentam os quatro motores responsáveis por colocar a nave em órbita. A Artemis 3, porém, não pousará na Lua, assim como a Artemis 2;
A missão vai testar, em órbita terrestre, o acoplamento entre a nave Orion e as espaçonaves comerciais da SpaceX e da Blue Origin, manobra considerada essencial para que a Artemis 4, em 2028, consiga de fato pousar astronautas na superfície lunar pela primeira vez em mais de 50 anos;
A Artemis 2 foi a primeira missão a levar humanos às proximidades da Lua desde a Apollo 17, em 1972. O objetivo do programa é preparar o retorno à superfície lunar e, no longo prazo, enviar astronautas a Marte.
O post Artemis 2: astronauta mostra efeitos da microgravidade em teste de equilíbrio apareceu primeiro em Olhar Digital.




