Fim da briga pelo fóssil de dinossauro brasileiro roubado nos anos 1990. Ele foi retirado ilegalmente da Chapada do Araripe, há 30 anos, levado para a Alemanha e agora será repatriado, ou seja, vai voltar para o Brasil
O anúncio da notícia boa foi feito em nota conjunta dos dois governos:
“Ambos os lados valorizam a cooperação científica na área de pesquisa de fósseis, com o objetivo de utilizar a experiência e os acervos disponíveis na Alemanha e no Brasil para benefício mútuo de ambos os países. Nesse contexto, ambos os governos acolhem com satisfação a disposição do Estado de Baden-Württemberg e do Museu Estadual de História Natural de Stuttgart em retornar o fóssil de Irritator challengeri ao Brasil”.
Sobre o dinossauro brasileiro
O fóssil é do dinossauro chamado Irritator challengeri, que viveu por aqui há aproximadamente 110 milhões de anos.
Ele pertencia ao grupo dos espinossauros e habitava a região que hoje é conhecida como Chapada do Araripe, situada na divisa entre Ceará, Pernambuco e Piauí, no Nordeste brasileiro, uma área famosa mundialmente pela riqueza fossilífera.
O animal tem focinho alongado, dentição adaptada à pesca e media aproximadamente sete metros de comprimento. Ele vivia em ambientes terrestres e aquáticos.
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Animais enigmáticos
Os espinossauros são um dos grupos mais enigmáticos da paleontologia.
A aparências e o modo de vida deles são constantemente revisitados pela ciência, porque sempre descobrem algo novo sobre a espécime.
E esse fóssil brasileiro pode ser peça-chave para entender mais sobre esses predadores do passado que tinham focinho comprido.
Como saiu do Brasil
O fóssil do Irritator foi contrabandeado para a Alemanha nos anos 1990.
Na época o tráfico de peças paleontológicas era comum na região do Cariri.
Ele chegou ao exterior já adulterado porque os contrabandistas aplicaram massa plástica no crânio para aumentar o valor comercial da peça rara.
Será estudado no Brasil
Mas os cientistas perceberam que o fóssil havia sido modificado pelo comércio ilegal.
A repatriação do fóssil do dinossauro recupera um pedaço de sua história geológica brasileira e agora ele poderá ser estudado por aqui.
O crânio do Irritator challengeri foi reconstruído em impressora 3D – Foto: Reprodução/Twitter/Olof Moleman




