Nesta terça-feira (21), em entrevista a um programa da CNBC, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que “é possível” haver um acordo para que o Claude, inteligência artificial (IA) da startup, seja utilizado no Departamento de Defesa.
“Eles vieram à Casa Branca há alguns dias e tivemos algumas conversas muito boas com eles. Acho que estão se saindo bem“, afirmou. “Eles são muito inteligentes e acho que podem ser de grande utilidade.
Disputa entre Anthropic e governo dos EUA
Em março, o Departamento de Defesa declarou a Anthropic um risco para a cadeia de suprimentos;
Isso quer dizer que utilizar os modelos de IA da empresa significaria uma ameaça à segurança nacional;
Até hoje, nenhuma empresa havia sido declarada um risco. Isso era comum com nações inimigas dos EUA;
Dessa forma, as empresas contratadas pelo órgão devem se certificar de que não estão utilizando os modelos Claude nos trabalhos realizados com as forças armadas;
Trump ainda ordenou, em sua rede social, a Truth Social, que todas as agências federais “cessem imediatamente todo o uso da tecnologia da Anthropic” , dizendo ainda que o governo “não fará negócios com eles novamente”;
Apesar das determinações, os EUA continuaram utilizando o Claude no conflito com o Irã.
A Anthropic, por sua vez, processou o governo em São Francisco e Washington D.C. para reverter a inclusão na “lista negra” do Pentágono. Temporariamente, um juiz federal concedeu uma liminar à startup.
As discussões nos tribunais continuam, mas as tensões entre ambos os lados estão diminuindo, pois o CEO da Anthropic, Dario Amodei, se reuniu com altos funcionários do governo na última sexta-feira (17) para discutir o mais novo (e poderoso) modelo de IA da companhia, o Claude Mythos.
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A chefe de gabinete da Casa Branca, Susie Wiles, e o secretário de Tesouro dos EUA, Scott Bessent, estiveram presentes na reunião. Uma porta-voz da Casa Branca disse que o encontro foi “produtivo e construtivo”.
O Mythos foi anunciado no início deste mês. Seu uso foi limitado a um pequeno grupo de empresas, dadas as suas avançadas capacidades de cibersegurança. Com isso, a Anthropic afirmou que está em “discussões contínuas” com autoridades do governo sobre o modelo.
Um exemplo disso é a chamada realizada entre Amodei, Bessent e JD Vance, vice-presidente dos EUA, no início de abril. Nela, discutiram a prontidão cibernética da IA, junto com outros CEOs de grandes empresas do setor de tecnologia.
Em julho passado, a Anthropic havia assinado um contrato de US$ 200 milhões (R$ 996,2 milhões), mas, quando começou-se a negociação para implantar o Claude na plataforma de IA do Departamento de Defesa, o GenAI.mil, em setembro, as negociações não foram adiante.
Isso porque o órgão queria que a startup liberasse o acesso irrestrito a seus modelos de IA para todos os fins legais, enquanto a empresa queria garantias de que a tecnologia não seria utilizada para armas totalmente autônomas ou vigilância em massa doméstica.
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