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Semana começa com pico de brilho do cometa Wierzchos

Conforme noticiado pelo Olhar Digital, a temporada de cometas de 2026 começou, com um deles passando pelo céu agora em janeiro: o C/2024 E1 (Wierzchos). O objeto pode ser observado com o uso de binóculos ou telescópios, sendo tênue demais para ser visto a olho nu.

Descoberto em março de 2024, C/2024 E (Wierzchos) é um cometa de órbita hiperbólica. Embora essa seja uma característica sugestiva de objetos interestelares, ele provavelmente veio da Nuvem de Oort, nos confins do Sistema Solar, e também passará por aqui uma única vez, para nunca mais voltar.

Cometa C/2024 E1 (Wierzchos) em 14 de setembro de 2025 pelo projeto Zwicky Transient Facility (ZTF), do Observatório Palomar, na Califórnia, EUA. Crédito: NASA/JPL-Caltech/IRSA/ZTF
Miloš Maco

O Wierzchos atingiu seu ponto mais próximo do Sol (periélio) na última terça-feira (20), tornando-se visível ao entardecer no Hemisfério Sul, um pouco acima do horizonte na direção sudoeste. De acordo com o guia de observação In-The-Sky.org, o pico de brilho do cometa será nesta segunda-feira (26).

Para observá-lo, você precisará de um céu escuro, longe das luzes da cidade. De acordo com o guia de observação Starwalk Space, embora algumas previsões mais otimistas sugiram que binóculos comuns possam detectá-lo, é mais seguro apostar em binóculos de alta ampliação ou pequenos telescópios.

No dia 17 de fevereiro, esse cometa fará sua maior aproximação com a Terra, momento em que seu brilho diminuirá um pouco, exigindo ainda mais paciência e céus limpos para ser encontrado.

Cometa C 2024 E1 Wierzchos registrado a partir de Fitchburg, Massachusetts, EUA. Crédito: Rick Evans/AstroBin

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Um novo cometa está chegando ao Sistema Solar interno e fará uma passagem extremamente próxima (e perigosa) do Sol entre 4 e 5 de abril, a uma distância que o enquadra na categoria dos “sungrazers” (rasantes ao Sol).

Trata-se do primeiro cometa oficialmente descoberto em 2026, designado pela União Astronômica Internacional (IAU) como C/2026 A1 (MAPS). Saiba mais aqui.

Abril promete trazer outro destaque

Também em abril, teremos um candidato a destaque entre os cometas de 2026, com a passagem do C/2025 R3 PanSTARRS. Descoberto em setembro de 2025, ele está gerando grande expectativa de brilho. Embora as previsões mais conservadoras apontassem para uma magnitude 7, visível apenas com binóculos, observações mais recentes sugerem que ele pode atingir magnitude 3.5, tornando-se visível a olho nu.

Cometa C/2025 R3 (PANSTARRS) registrado pelo observatório remoto iTelescope, localizado no Deserto da Grande Bacia, Beryl Junction, Utah, EUA. Crédito: Taras Prystavski/AstroBin

Além disso, de acordo com Marcelo Zurita, presidente da Associação Paraibana de Astronomia (APA), membro da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB), diretor técnico da Rede Brasileira de Observação de Meteoros (BRAMON) e colunista do Olhar Digital, existe a chance de um fenômeno chamado de “dispersão frontal” amplificar sua luz. Caso isso ocorra, o objeto poderá atingir magnitude -2, o que faria seu brilho superar o de Sírius, a estrela mais brilhante do céu noturno. Com isso, possivelmente, este tende a ser o cometa mais brilhante do ano.

A janela ideal para observá-lo será curta, concentrada na virada de abril para maio. A visibilidade dependerá da localização do observador: no Hemisfério Norte, ele aparecerá no céu da madrugada até meados de abril. Já para nós, no Hemisfério Sul, a chance de ouro será a partir do final de abril e início de maio, ao observar o céu noturno logo após o entardecer. Em ambos os casos, o cometa estará baixo no horizonte, exigindo um local livre de poluição luminosa, mais afastado dos grandes centros urbanos.

Classificado como um cometa de longo período ou de trajetória hiperbólica, ele está apenas de passagem pelo interior do Sistema Solar antes de ser lançado ao espaço interestelar. Mesmo que sua órbita o mantenha preso ao Sol, o tempo de retorno seria tão longo que não ocorreria durante nossas vidas. Portanto, essa é uma oportunidade única para a humanidade contemplar esse raro corpo celeste.

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