Depois de 25 anos longe do Rock in Rio, a banda Biquini (ex-Cavadão) retornou aos palcos do festival. Convidados por Detonautas, a banda cantou os sucessos Vento Ventania, Janaína e Tédio, além de outras músicas no Palco Sunset, nesta sexta-feira, 4. A coluna GENTE conversou com Bruno Gouveia e Carlos Coelho sobre a participação no show, projetos futuros entre os dois grupos e a volta à Cidade do Rock.
Como foi a seleção das músicas? Se tratando de um show do Detonautas que é super pra cima, a gente falava o quê? “Não pode deixar a peteca cair”. Então nós buscamos as canções que realmente pudessem manter esse pique do show deles e, dali, inclusive, colocamos não só músicas do Biquini, mas também Chove Chuva que é uma canção muito emblemática para a gente e que é do (Jorge) Ben Jor.
Quais músicas ficaram de fora, mas queriam que entrassem? São muitas. O show do Biquini é um show com muitos sucessos. Tirar, resumir isso, é uma coisa que a gente se preocupa em fazer o melhor, sabendo que, poxa, é uma semente que nós estamos plantando. Quem sabe isso seja justamente o primeiro passo para que a gente possa fazer, em uma outra edição, um show mais completo.
Como conquistar o público mais jovem? Os mais velhos passaram para os mais novos.
Só assim? Eu acho que isso ajuda muito. E a percepção do que é a energia do Biquini no palco ajuda muito também. Ou seja, aqui temos 40 anos de carreira, mas tudo com corpinho de 18. Os meninos de 18 anos que começaram essa brincadeira continuam pulando dentro da gente, e eu acho que isso é o que conquista as pessoas. E mesmo o moleque vai lá e fala assim: “Uau!” Porque a gente tem essa energia e essa troca com o público.
O público entre 2001 e 2026 mudou? Cara, o Rock in Rio é uma coisa que quase pertence ao Brasil, mas bastante ao Rio de Janeiro. Começou com uma empreitada louca de trazer os maiores artistas do mundo, que nunca viriam ao Brasil, em uma tacada só em 1985, e se desenvolveu maravilhosamente nesse festival. É absurdamente abrangente, que agrada todo mundo. Você vem aqui e é uma alegria; tem montanha-russa, tem show de aviões fazendo pirotecnias. É incrível, cara, a gente está imensamente feliz e honrado de ter sido convidado, agradecendo mais uma vez aos nossos amigos dos Detonautas por terem nos chamado.
Como foi o convite? O Tico (Santa Cruz) me ligou no final da tarde falando: “Olha, nós já estamos dentro do Rock in Rio, no palco Sunset, mas é um palco de encontros, então a gente tem que encontrar um artista para dividir o palco com a gente. Nós pensamos em vocês, o que vocês acham?” Eu só preciso que você me responda isso rápido’, aí eu falei para ele assim: ‘Tico, eu só vou pedir para você 5 a 10 minutos para que a gente possa conversar, para que eu leve tudo isso para a banda’, para voltar a gente sempre faz as coisas tudo muito assim há 40 anos. Aí ele me ligou, ligou umas 11 horas da noite: “Vamos tocar no Rock in Rio, o Detonautas nos convidou”, e eu falei: “Claro, cara, tem que ligar para o resto da galera”, e ligamos. Em três minutos estava tudo resolvido.
Os fãs podem esperar uma colaboração fora dos palcos? A gente anda conversando e falamos sobre, de repente, juntar as duas bandas para fazer uma coisa inédita. Mas é um plano, é uma ideia que a gente gosta muito por quem eles são, pela qualidade deles, também como músicos, como criadores, como compositores. Então acho que a gente pode dar uma liga, se der um match no palco, por que não nas composições?
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