Uma matéria muito emocionante foi ao ar neste domingo (22) no programa Fantástico e mostrou a entrevista da repórter Flávia Cintra com a cientista Tatiana Sampaio sobre a polilaminina, substância estudada como possível tratamento para lesões na medula espinhal.
A matéria explicou o estágio atual das pesquisas, conduzidas na Universidade Federal do Rio de Janeiro, e apresentou resultados iniciais, além de debates sobre segurança, acesso e etapas necessárias até eventual uso mais amplo.
Ao final da entrevista, Flávia fez o que muitos brasileiros desejam neste momento: dar um abraço na pesquisadora, que tem mudado a vida de brasileiros e pode mudar a história da Ciência no mundo!
O que é a polilaminina e como funciona
A polilaminina é uma proteína produzida em laboratório a partir de lamininas, moléculas presentes naturalmente no organismo e relacionadas ao crescimento de neurônios. A proposta é oferecer uma espécie de “estrutura” para que os axônios, responsáveis pela transmissão de sinais nervosos, consigam se reconectar após uma lesão.
Pesquisadores explicam que, quando ocorre um trauma na medula, a comunicação entre cérebro e corpo é interrompida. A substância atua criando condições para que esse caminho volte a se formar, favorecendo a recuperação de funções motoras e sensoriais.
Segundo Tatiana Sampaio, a lógica do tratamento é baseada em um mecanismo já conhecido na biologia. “O axônio cresce em cima de uma pista de laminina. Se oferecemos essa pista novamente, ele pode voltar a crescer”, explicou durante a entrevista.
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Resultados observados
Dados apresentados na reportagem indicam que, em um estudo com pacientes com lesão medular completa, houve recuperação de alguma função motora em proporção superior à observada historicamente em casos semelhantes.
A pesquisadora informou que, enquanto a literatura aponta recuperação em aproximadamente 10% dos casos, o estudo acadêmico registrou melhora funcional em parte significativa dos participantes, com diferentes níveis de resposta.
Relatos incluídos na matéria mostram avanços como retorno de pequenos movimentos, melhora no controle de funções corporais e progressos na reabilitação, sempre associados ao acompanhamento fisioterapêutico.
O abraço
Após a conversa, Flávia Cintra agradeceu à pesquisadora pelo trabalho desenvolvido. Dra. Tatina reforçou que torce para que o tratamento dê certo para o máximo de pessoas possível.
A repórter finalizou a entrevista com um abraço e a cena acabou viralizando nas redes sociais nesta segunda-feira. Emocionante.




