Mulheres fazendo história em alto-mar: O Starnav Elektra, o primeiro navio brasileiro com tripulação 100% feminina fez a primeira viagem, um marco para a Marinha Mercante brasileira.
São 16 profissionais a bordo, sob o comando de Isabela Teixeira Ponce de Leon. O navio saiu de Santa Catarina e seguiu até o Rio de Janeiro, onde foi batizado no Píer Mauá, no último dia 17 de setembro. A Petrobras confirmou oficialmente que toda a equipe embarcada nessa viagem era feminina.
Uma das tripulantes, Lorrayne Vaz Coelho, apresentou a formação do time feminino a bordo. Segundo ela, 15 mulheres foram selecionadas para integrar a equipe, além da comandante. “Estamos revolucionando toda a história da Marinha Mercante”, contou uma das oficiais no vídeo publicado pelo perfil Pilota Nômade.
Mulheres em todas as funções
Do terceiro oficial até o comando, todos os postos da embarcação são ocupados por mulheres.
No vídeo que viralizou, a oficial que administra o perfil Pilota Nômade conta que começa uma nova fase profissional como imediato do Starnav Elektra. O imediato é o segundo na hierarquia de comando do navio, logo abaixo da comandante.
A equipe é liderada por Isabela Teixeira Ponce de Leon, profissional experiente da Marinha Mercante. A viagem entre Itajaí e o Rio marcou a estreia do Elektra antes do início das operações de apoio às plataformas nas bacias petrolíferas brasileiras.
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Primeiro PSV híbrido construído no Brasil
O Starnav Elektra também chama atenção pela tecnologia. As próprias tripulantes o apresentam como o primeiro PSV híbrido construído no Brasil. PSV é a sigla em inglês para Platform Supply Vessel, embarcação usada para levar equipamentos, água, combustível e outros suprimentos às plataformas em alto-mar.
O navio foi construído no Estaleiro Detroit, em Itajaí, Santa Catarina, com investimento de aproximadamente R$ 450 milhões. É também a primeira embarcação entregue pelo Programa Mar Aberto, voltado à renovação da frota utilizada nas operações da Petrobras.
O sistema combina geração de energia com bancos de baterias e conta com monitoramento do consumo por telemetria. O projeto ainda prevê a possibilidade futura de operação parcial com combustível renovável. Tecnologias aplicadas à pintura do casco e sistemas contra incrustações também ajudam a diminuir o consumo de combustível e as emissões.
“Podemos exercer as mesmas funções”
Para as mulheres que estão a bordo, porém, a estreia representa mais do que tecnologia. No vídeo, a imediata lembra que o projeto também mostra a presença feminina em uma profissão historicamente ocupada principalmente por homens.
“Estamos fazendo parte de um projeto totalmente pioneiro, que visa sustentabilidade e inovação e também mostra para o mundo que nós, mulheres, podemos exercer as mesmas funções que os homens”, disse.
Depois do batismo no Rio, o Starnav Elektra segue agora para trabalhar no apoio às plataformas brasileiras.
Assista ao vídeo que mostra o primeiro navio brasileiro com tripulação 100% feminina:




