A Amazon anunciou uma reformulação em sua estrutura de serviços nos Estados Unidos nesta sexta-feira (13). A partir de 10 de abril de 2026, o plano sem anúncios da plataforma de streaming vai se chamar Prime Video Ultra. E custar mais caro: passará de US$ 2,99 (aproximadamente R$ 16, em conversão direta) para US$ 4,99 (R$ 26).
O aumento de 67% chega dois anos depois após anúncios começarem a aparecer no plano básico streaming. De acordo com a empresa, o novo preço é necessário para bancar grandes investimentos em novas tecnologias. E para deixar o produto com um valor parecido ao das principais plataformas de streaming.
O Olhar Digital contatou a Amazon para checar se o novo plano (e o novo preço) vai chegar ao Brasil.
Amazon Prime Video Ultra traz novos recursos para os assinantes
O nível Ultra não vai alterar apenas o preço. Para começar o novo plano vai suportar a transmissão em até cinco telas ao mesmo tempo (antes, o limite eram três). Além disso, o usuário vai poder baixar até 100 títulos (leia-se: filmes e episódios de séries). Antes, o limite era 25.
Na parte técnica, o plano Ultra vai oferecer resolução 4K/UHD na imagem e Dolby Atmos no som.
No plano padrão com anúncios, o limite de telas subirá para quatro transmissões simultâneas. E a capacidade de downloads chegará a 50 títulos. Assinantes desse plano também manterão o acesso ao Dolby Vision, sem custo adicional.
Para mitigar o impacto do reajuste, a empresa oferecerá um plano anual do nível Ultra por US$ 45,99 (R$ 244). É uma economia de 23% em comparação ao plano mensal.
Vale destacar que a publicidade não desaparecerá por completo. Mesmo no nível Ultra, anúncios ainda poderão ser exibidos em transmissões ao vivo, eventos esportivos e canais de assinaturas de terceiros dentro da plataforma.
O movimento da Amazon ocorre após a empresa superar barreiras jurídicas recentes. Em julho de 2025, a Justiça Federal dos EUA rejeitou uma ação coletiva que questionava a inclusão de anúncios em 2024.
O juiz entendeu que a mudança foi uma “modificação de benefício” permitida pelo contrato de adesão, não um descumprimento das condições de preço contratadas pelos usuários.
(Essa matéria também usou informações de Variety e The Verge.)
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