Após meses de portas fechadas e atividades interrompidas, o Museu Histórico de Campos começa a dar sinais de retomada. O equipamento cultural, um dos mais importantes da cidade, ficou cerca de dois meses sem funcionamento após o furto de cabos elétricos registrado em 25 de dezembro. O que à primeira vista parecia um reparo simples acabou se transformando em uma reconstrução completa da rede elétrica do prédio histórico.
Segundo a direção do Museu, os trabalhos só puderam ser iniciados no dia 6 de março devido à complexidade da intervenção. Por se tratar de um imóvel histórico, não é permitido realizar emendas na fiação, o que exigiu a substituição integral da rede subterrânea. A previsão técnica é de que a energia seja restabelecida inicialmente apenas no térreo, com o segundo pavimento sendo atendido de forma gradual nos dias seguintes.
O Museu deve reabrir ao público no dia 28 de março, data simbólica para o município, quando se comemora a elevação da antiga Vila de São Salvador à categoria de cidade, em 1835. Tradicionalmente, o Museu desenvolve nessa época uma programação especial voltada à memória e à história local, que deve ser retomada mesmo após o longo período de paralisação.
“A expectativa é de que até o dia 28 possamos organizar o espaço e reabrir o museu ao público. Após um período tão longo sem atendimento, nossa prioridade será retomar as atividades institucionais do museu que já estavam planejadas para essa ocasião”, afirmou a diretora do Museu, Graziela Escocard.
Apesar de o fechamento ter sido consequência de um crime contra o patrimônio, o impacto foi significativo. Visitas e atividades educativas foram interrompidas, e a cidade ficou privada de um de seus principais espaços de preservação da memória.
Outros equipamentos culturais
A situação do Museu Histórico retoma também o olhar para outros equipamentos culturais de Campos. O Palácio da Cultura, por exemplo, tem sido alvo de questionamentos sobre operar abaixo de seu potencial, por suposta falta de funcionários. Em nota, a Prefeitura informou que o espaço segue em funcionamento regular, com atividades culturais, educativas e de formação voltadas à população e aos agentes culturais do município, além de uma agenda prevista para o fim de março, incluindo exposições, oficinas, palestras e eventos voltados ao setor cultural.
Outro caso que chama atenção é o do Museu Olavo Cardoso, fechado desde 2012. Tombado como patrimônio histórico, o prédio apresenta avançado estado de degradação, com problemas estruturais visíveis, telhado comprometido e risco de colapso. A falta de tapumes, isolamento adequado e o mato alto ao redor do imóvel, retratados na última segunda-feira (9) pelo Instituto Histórico e Geográfico de Campos dos Goytacazes (IHGCG), reforçam o cenário de abandono. Procurada, a Prefeitura informou apenas que “serviços de limpeza estão sendo realizados no local”; o que, de fato, foi registrado pela reportagem na última quarta (11).
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