A Globo endureceu o discurso com suas afiliadas e deixou claro que pode romper contratos caso as regras editoriais, especialmente no período pré-eleitoral, não sejam cumpridas à risca.
Globo enfrenta crise com afiliadas (Imagem: Reprodução / Globo)
Entre as emissoras citadas nos bastidores está a TV Bahia, que poderia enfrentar risco de não renovação contratual se houver descumprimento das normas internas da rede.
Memorando com alerta direto
Segundo informações divulgadas pelo F5, a Globo enviou um memorando para mais de 120 afiliadas reforçando a obrigatoriedade de seguir os padrões editoriais da emissora.
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O documento, assinado por Ricardo Villela, diretor de jornalismo da rede, destaca:
Proibição de manifestações partidárias
Vedação a propaganda de candidatos
Necessidade de manter cobertura uniforme e isenta
Além do possível rompimento de contrato, a Globo alertou para o risco de multas aplicadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), tanto à afiliada quanto à própria rede, em caso de infração.
Casos recentes de rompimento da Globo
A Globo já deixou de renovar contratos com afiliadas por questões políticas nos últimos anos.
Entre os casos estão:
TV Gazeta de Alagoas – Teve o vínculo encerrado após polêmicas envolvendo seu proprietário, o ex-presidente Fernando Collor, condenado no STF.
TV Fronteira – Não teve contrato renovado após acusações de uso da emissora para autopromoção política de seu dirigente.
Esses precedentes reforçam que a Globo está disposta a agir caso identifique descumprimento das diretrizes.
Política mais rígida às vésperas das eleições
Nos bastidores, o clima é de tensão em algumas afiliadas, especialmente aquelas comandadas por políticos ou familiares de candidatos.
A nova postura da Globo busca evitar desgaste institucional e garantir neutralidade editorial em um cenário pré-eleitoral sensível. A mensagem é clara: quem não seguir as regras pode perder a parceria histórica com a maior rede de televisão do país.
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