A TV Globo surpreendeu ao alterar sua programação na madrugada para ampliar a transmissão da Fórmula 1 durante o GP do Japão 2026. A emissora confirmou que exibirá não só a corrida, mas também o treino classificatório ao vivo na TV aberta, movimento que impacta diretamente a grade tradicional.
Globo cancela programação pela Fórmula 1 ─ Imagem: Divulgação/Mercedes – Edição/RD1
A mudança foi anunciada no Esporte Espetacular e já sinaliza uma decisão estratégica: abrir espaço na programação para apostar em conteúdo esportivo com potencial de audiência, mesmo em horários considerados desafiadores.
Mudança na grade expõe nova aposta da Globo
Com a inclusão do treino classificatório a partir das 2h55 da madrugada de sábado, a Globo precisou cancelar ou ajustar parte da programação prevista para o horário.
Na prática, isso representa uma quebra de padrão. Historicamente, sessões como treinos e classificações da Fórmula 1 ficavam restritas à TV por assinatura ou ao streaming.
Agora, a emissora leva um conteúdo considerado “premium” diretamente para a TV aberta.
Esse movimento sugere um teste claro de audiência. A Globo quer entender até onde o público está disposto a acompanhar a Fórmula 1 além da corrida principal.
Audiência vira fator central na decisão
A decisão não acontece por acaso. Nos últimos anos, a disputa por audiência se intensificou, ainda mais com o crescimento de plataformas digitais e transmissões alternativas.
Ao ampliar a cobertura da Fórmula 1, a Globo tenta:
Reforçar sua presença no esporte ao vivo
Segurar o público na TV aberta
Evitar perda de audiência para streaming e canais pagos
Testar novos formatos de programação fora do horário nobre
Mesmo sendo exibido na madrugada, o treino classificatório carrega um fator importante: define o grid da corrida e costuma atrair fãs mais engajados.
Estratégia pode indicar novo caminho para transmissões
A mudança na programação da Globo, pode ser um indicativo de algo maior. Caso os números de audiência sejam positivos, a Globo pode repetir a estratégia em outras etapas da temporada.
Isso abriria espaço para uma cobertura mais completa da Fórmula 1 na TV aberta, algo que não era comum até então.
Por outro lado, se o desempenho não corresponder, a emissora tende a recuar e manter o modelo tradicional, com foco apenas na corrida.
No fim, o GP do Japão se transforma em mais do que uma etapa do campeonato. Ele vira um teste real de comportamento do público e pode influenciar diretamente o futuro das transmissões esportivas na TV aberta brasileira.
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