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Gil do Vigor conclui PhD em Economia na Universidade de Davis e dedica à mãe; vídeo

Por Guilherme
Por Guilherme

Gil do Vigor agora é doutor, PhD em Economia e a prova viva do poder transformador da educação. A formatura na Universidade de Davis, nos EUA, foi nesta quinta, 11 de junho, e ele emocionou a internet ao falar do papel da mãe nessa trajetória e oferecer o título a ela, que foi aos Estados Unidos para ver de perto a vitória do filho.

Gil saiu da miséria na periferia de Jaboatão dos Guararapes (PE). Para enfrentar a fome, a família usava o Bolsa Família. Determinado, ele conseguiu uma vaga no sistema de cotas na faculdade de Economia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

Sempre apoiado pela mãe, ele lembra que prometeu mandar 500 dólares por mês a ela. E a dona Jacira Santana disse que com o dinheiro deixaria a casa arrumadinha para quando o filho voltasse dos Estados Unidos. Assista abaixo.

Carisma e inteligência

Depois, em 2022, Gil pensou em trancar o curso de PhD para participar do BBB, Big Brother Brasil, na TV Globo.

Foi aí que conquistou o Brasil com seu carisma, personalidade e inteligência no BBB e se tornou popular no Brasil inteiro.

Hoje, aos 34 anos, ele é apresentador de TV, tem 14,8 milhões de seguidores no Instagram e teve a trajetória coroada com o Phd em Economia.

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Preto, pobre e gay

Sim, o menino brasileiro que nasceu preto, pobre e gay enfrentou os preconceitos e através da educação venceu e ganhou o mundo.

A história cheia de dificuldade e vitórias faz do Gil um símbolo da perseverança, determinação e sucesso e vira inspiração para milhares de garotos que nasceram pobres como ele.

Lembrando que há 100 anos, só rico conseguia estudar no Brasil porque não existia escola pública.

400 anos de espera

Brasil foi “descoberto” em 1500, mas a educação pública só começou a se desenhar em 1932, mais de 400 anos depois, com um sistema escolar gratuito e aberto às classes populares. Mas eram poucos colégios e apenas em algumas capitais.

A Constituição de 1934 tornou obrigatório o ensino primário, com direito de todos. Mas quem nasceu época dos anos 1930/1940 só estudava até o quarto ano de grupo, como se dizia sobre o ensino básico, porque os 4 anos finais do ensino fundamental eram pagos.

O ensino ginasial (correspondente aos quatro anos finais do atual ensino fundamental) só começou a partir dos anos 1950, com a multiplicação escolas públicas no país.

Depois veio a constituição de 1988 que estabeleceu direito à gratuidade plena para toda a educação básica.

Já a estrutura moderna da rede de ensino pública que conhecemos hoje entrou em vigor apenas no final do século XX, em 1996, com o Plano Decenal de Educação e a atual Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB).

As primeiras universidades

Na época, chegar à faculdade era uma outra história, ainda mais distante.

As duas primeiras foram abertas em São Paulo e Olinda em 1808. Já a primeira universidade brasileira veio em 1920, a UFRJ, que na época se chamava Fundação da Universidade do Rio de Janeiro. Depois, em 1934 foi criada a USP, em São Paulo.

Porém filho de pobre tinha dificuldade para passar no vestibular porque eram poucas vagas, trazia base fraca do ensino fundamental e médio público, precisava trabalhar para ajudar no sustento da família e não tinha dinheiro para viajar e fazer o vestibular em outras cidades.

O Enem

Isso só começou a mudar com a chegada do Enem, Exame Nacional do Ensino Médio, criado em 1998, que no começo foi usado para avaliar o ensino no Brasil, mas em 2009 foi reformulado em se tornou a principal porta de entrada para o ensino superior no Brasil.

O Enem unificou o processo seletivo e permitiu que as notas do estudante fossem usadas para que ele concorresse a vagas em qualquer faculdade pública ou privada.

Como a maioria não conseguia pagar uma faculdade particular, o governo federal criou em 2004 ProUni (Programa Universidade para Todos) que a partir de 2005 começou a oferecer bolsas de estudo integrais (100%) e parciais (50%) em instituições privadas de educação superior.

Foi a partir daí que jovens, como o Gil do Vigor tiveram oportunidade de fazer um curso superior.

Sistema de cotas

Gil entrou na faculdade de Economia em 2010, na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), pelo sistema de cotas, que reserva 50% das vagas em universidades e institutos federais para alunos que cursaram todo o Ensino Médio em escola pública.

Um sistema que começou tímido, apenas em algumas universidades, e virou lei nacional em 2012.

E Gil virou um grande defensor do sistema de cotas.

O novo doutor brasileiro lembrou que sem essa política pública dificilmente conseguiria cursar uma faculdade e que só ela permite que jovens de baixa renda façam faculdade e alcancem a ascensão social, através da educação.

Assista ao vídeo da formatura do Gil do Vigor como PnD em Economia nos EUA:

*Todas as notícias são retiradas de fonte de sites conforme informado na última linha “apareceu primeiro em …”

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