Foto: Reprodução
A Cooperativa Agroindustrial do Estado do Rio de Janeiro (Coagro) emitiu uma nota de repúdio à ocupação realizada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) hoje, na Fazenda Santa Luzia, localizada na Usina Sapucaia. A nota, assinada em conjunto com outras entidades do setor produtivo fluminense, expressa preocupação e indignação com a ação do movimento e cobra que providências sejam tomadas.
As entidades destacam que a área invadida pelo MST é arrendada pela Coagro, sendo essencial para a produção agrícola, e alertam que a ocupação compromete a segurança jurídica e ameaça a geração de empregos. Elas enfatizam que o setor da cana-de-açúcar, que gera milhares de postos de trabalho diretos e indiretos, tem um papel estratégico para a economia do Rio de Janeiro e que invasões como essa fragilizam o desenvolvimento regional, prejudicando a produtividade e o cooperativismo.
As entidades exigem a intervenção das autoridades, visando ainda proteger os direitos dos produtores rurais. Também solicitam o apoio do Governo do Estado e da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ) para resolver a situação rapidamente, garantindo a estabilidade econômica e social da região.
Leia a nota na íntegra e a lista das entidades que a assinam:
“NOTA CONJUNTA
INSTITUIÇÕES DO SETOR PRODUTIVO
As entidades abaixo assinadas vêm a público manifestar sua preocupação e indignação diante da invasão de terras, produtivas, pertencentes à Usina Sapucaia, em Campos dos Goytacazes, regularmente arrendadas à COAGRO.
A ocupação indevida dessas áreas, que são essenciais para a produção agrícola, compromete a segurança jurídica, ameaça empregos e coloca em risco um setor estratégico para a economia do Estado do Rio de Janeiro.
A cadeia produtiva da cana-de-açúcar gera milhares de empregos diretos e indiretos, garantindo o sustento de famílias e fortalecendo o desenvolvimento regional. A insegurança no campo, provocada por invasões, afasta investimentos, prejudica a produtividade e fragiliza o cooperativismo e o agronegócio fluminense.
Diante desse grave cenário, exigimos providências imediatas das autoridades competentes para restabelecer a ordem, proteger os direitos dos produtores rurais e garantir o respeito às leis.
Solicitamos o apoio e a intercessão do Governo do Estado do Rio de Janeiro e da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ) para a rápida solução do caso, assegurando a estabilidade econômica e social da região.
O setor produtivo fluminense segue firme em seu compromisso com o diálogo e a construção de soluções pacíficas. Essa postura não comporta abusos e ilegalidades que comprometem o esforço de milhares de trabalhadores, cooperados e empreendedores que sustentam a economia local e estadual.
ASSINAM ESTA NOTA:
– Associação Comercial e Industrial de Campos (ACIC)
– Associação Fluminense dos Plantadores de Cana (ASFLUCAN)
– Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Campos
– Federação da Agricultura, Pecuária e Pesca do Estado do Rio de Janeiro (FAERJ)
– Fundação Norte Fluminense de Desenvolvimento Regional (FUNDENOR)
– Sindicato Rural de Campos
– Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Açúcar e do Álcool de Campos dos Goytacazes (STIAAC)
– Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Campos
– Sistema OCB | RJ (Organização das Cooperativas do Brasil)“
LEIA MAIS
MST ocupa fazenda em Campos para pressionar avanço da Reforma Agrária
O post Entidades assinam nota de repúdio à ocupação do MST na Usina Sapucaia, em Campos apareceu primeiro em J3News.




