Conforme noticiado pelo Olhar Digital, o primeiro eclipse de 2026 acontece na terça-feira (17) e será do tipo solar anular. Nesse fenômeno, a Lua passa em frente ao Sol sem cobri-lo por completo, formando no céu um círculo luminoso apelidado de “Anel de Fogo”. Se fosse visível no Brasil, o espetáculo poderia ser visto em pleno Carnaval – exatamente o que nos espera no ano que vem!
Desta vez, porém, quase ninguém terá a chance de acompanhar o ponto máximo do evento. A faixa onde o anel será visto integralmente cruza regiões isoladas do planeta, com presença humana praticamente inexistente. Assim, o público mais provável será formado por animais, como focas, elefantes-marinhos e, principalmente, pinguins.
Em um eclipse solar anular, a Lua não cobre totalmente o Sol, deixando um “Anel de Fogo” aparente. Crédito: Darkfoxelixir – Shutterstock
Sobre os eclipses solares:
Um eclipse solar ocorre quando a Lua passa entre a Terra e o Sol, lançando uma sombra sobre determinada área do planeta e bloqueando total ou parcialmente a luz solar;
Existem três tipos mais conhecidos desse fenômeno: parcial, anular e total;
Há ainda um quarto padrão, mais raro, que praticamente mistura todos eles: o híbrido (como o que aconteceu em abril de 2023).
Faixa de anularidade do eclipse abrange áreas repletas de pinguins
Segundo a plataforma Time and Date, o eclipse será das 06h56 e 11h27 (horário de Brasília) e poderá ser observado de forma parcial no sul da África, no extremo sul da América do Sul e em áreas dos oceanos Pacífico, Atlântico e Índico. No entanto, o “Anel de Fogo” completo aparecerá apenas sobre a Antártica, onde a Lua ficará centralizada à frente do Sol, criando o efeito circular brilhante.
Mapa de visibilidade do eclipse solar de 17 de fevereiro de 2026. A faixa escura mostra o trecho onde será possível ver o “Anel de Fogo”. Crédito: Time and Date.
O trajeto da anularidade passa por áreas reconhecidas mundialmente pela enorme diversidade de pinguins. A Antártica, por exemplo, abriga espécies como o pinguim-imperador e o pinguim-de-adélia. As Ilhas Crozet e as Ilhas Kerguelen concentram grandes colônias de pinguins-reis. Já as Ilhas do Príncipe Edward reúnem pinguins-reis e pinguins-macaroni, enquanto a remota Ilha Heard também é habitat de várias espécies, reforçando a variedade impressionante de pinguins na região.
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Pouco mais de 2% da população mundial verá alguma parte do eclipse
Ao todo, cerca de 176 milhões de pessoas poderão ver ao menos alguma parte do eclipse, o que corresponde a aproximadamente 2,17% da população mundial. Desse total, cerca de 63 milhões de pessoas – ou 0,78% da população do planeta – terão a chance de observar pelo menos 10% do eclipse de forma parcial.
A área de visibilidade diminui conforme aumenta a porcentagem do fenômeno observável. Aproximadamente 17,6 milhões de pessoas (0,22% da população mundial) poderão acompanhar ao menos 20% do eclipse. Já para uma cobertura parcial de pelo menos 30%, o número cai para cerca de 2,28 milhões de pessoas, o equivalente a 0,03% da população global.
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