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Dr. Herbert Sidney Neves: “O J3 cumpre o papel de um jornal”

Por Guilherme
Por Guilherme

Foto: Silvana Rust

Há mais de 50 anos ele fundava o IMNE, o maior grupo de medicina privada da região, com um rol de empresas da área médica que não se consegue contar nos dedos de duas mãos. Há 14 anos, Dr. Herbert Sidney Neves decidiu colocar o dedo na comunicação, criando o então Terceira Via, hoje J3 News, com site de notícias a TV por assinatura. E há 10 como quem digita um texto, optou pela versão impressa, que hoje alcança 500 edições sem nenhum tipo de descontinuidade.

Nesta entrevista, ele fala da estratégia de crescimento de sua empresa caçula, e o grau de satisfação com ela é máximo. Reafirma a imparcialidade do conteúdo das informações do jornal, sem nenhuma interferência sua. Concluiu que hoje o J3 não é apenas um jornal ou uma plataforma de informação, mas sim uma marca da qual tem um imenso orgulho. 

O J3 News, que começou como Terceira Via, depois mudou a marca, chega hoje a 500 edições na sua versão impressa e comemora 10 anos. Parecia difícil no momento que os jornais físicos estavam migrando para os sites e o senhor fez o caminho inverso. O senhor tinha um site de notícias e uma TV fechada e foi para o jornal físico. Como é que o senhor vê essas quinhentas edições?

Vejo isso com muita satisfação. Sempre disse que o jornal impresso é a comunicação mais confiável que existe, porque se trata da palavra escrita, e a palavra escrita é aquela que você não pode deturpar. E o Terceira Via, inicialmente, e hoje é o J3 News,  nasceu de uma necessidade empresarial.

Como assim uma necessidade empresarial?

Por uma razão simples. Há um ditado antigo que diz se o que é feito e não é divulgado e não se torna de conhecimento público praticamente morre no nascedouro. Em uma determinada ocasião eu senti a necessidade de veicular um assunto de interesse difuso e não me deram espaço de fala. Todos os empreendimentos médicos que foram feitos e que são feitos porque a medicina é altamente dinâmica e a cada dia surgem novas tratativas em termos de especialidades. E por essa razão eu achei que nós deveríamos refletir o nosso empreendimento na palavra escrita e estreitando a comunicação. E nosso empreendimento, que graças ao bom Deus, sempre foi seguido de sucesso, passou a ter uma divulgação de cada ponto em que fomos avançando. E hoje é o leigo, eu digo a pessoa que não tem nenhum conhecimento de medicina, toma conhecimento através do que é escrito no J3 News. Ele fica sabendo da importância de certas especialidades que certamente pode servir a ele próprio.

O senhor sempre foi um homem de opinião e formava também outras opiniões com as suas. Mas quando o senhor montou o jornal, pretendia reunir todas as opiniões, democratizando as páginas do seu jornal. Eu bem sei que o senhor nunca exerceu um ponto de vista de censura. Nunca vi nesses 10 anos  algum tipo de censura, nem de interferência. Pode falar sobre isso?

Olha, quando você se determina a um empreendimento, e o jornal é um empreendimento, você tem a prerrogativa de escolher as pessoas que vão estar na frente daquele veículo de comunicação. E o que eu posso dizer é que o J3News é composto de pessoas altamente qualificadas no que diz respeito ao jornalismo. E pessoas qualificadas transmitem notícias qualificadas. E essas notícias qualificadas é que chegam ao grande público em Campos e na região. Eu não interfiro nunca.

O senhor teve uma pessoa importante nesse contexto, que é Fábio Paes, que já vinha de uma experiência em outro veículo. Ele implantou um modelo eficiente, alcançando todas as camadas de público. Qual é a importância desse novo diálogo, do veículo de comunicação com a comunidade, a sociedade?

Olha, você falou no nome do Fábio, né? Você está se referindo ao Fábio Paes. Procurar externar as qualidades do Fábio é uma tarefa difícil. Difícil porque ele já é qualificado por natureza. E a confiança que foi depositada nele em termos da condução do J3News foi devidamente correspondida porque ele é um profissional sério que sabe o que faz. E você tocou anteriormente aí em termos de censura ou interferência. Isso nunca existiu porque confio nele. Fábio Paes soube conduzir um meio de comunicação de uma maneira em que a censura estava totalmente abolida em termos de propósito dentro do funcionamento jornalístico.

O senhor já contou que, no prédio onde mora em Campos, havia uma época em que os jornais eram deixados na recepção e permaneciam ali por bastante tempo. Hoje, segundo o senhor, os exemplares desaparecem em poucas horas. O que mudou? Como o senhor interpreta essa mudança no hábito de leitura das pessoas?

É verdade. O jornal tem distribuição gratuita e, dentro dessa gratuidade, é ofertado nas portarias de diversos prédios, inclusive no meu, onde moro. Anteriormente, quando eu observava a quantidade de exemplares do J3 News que ficava na portaria, ia aferindo o nível de procura por parte dos moradores. Fui percebendo que, aos poucos, aquele montante de jornais, que inicialmente era consumido de forma mais paulatina, passou a se esgotar em questão de minutos. Então, avalio a aceitação do jornal pela procura dos meus vizinhos, logo na primeira hora de domingo.

O senhor sempre teve o hábito de escrever suas idéias publicando artigos em outros jornais. Então, essa empresa caçula lhe dá satisfação? digo, o senhor está satisfeito com o jornal impresso?

 Imensamente satisfeito. Porque é um jornal que tem conteúdo. Eu costumo dizer e comentei recentemente com uma pessoa próxima que o conteúdo do J3 News é tão grande que esse conteúdo é encontrado até nas colunas sociais que normalmente informa na superfície, que não se exige muita profundidade. Mas até na coluna social você vê conteúdo no J3. Então, eu acho que o J3News atingiu um nível em que detenho muito orgulho desse veículo, pelas observações e comentários de pessoas sobre o jornal. Isso é uma grande satisfação pessoal, sim.

O senhor falou da satisfação de empreender e hoje tem um rol de empresas que são bem avaliadas, como o grau de satisfação de clientes do Ases, do Hospital Dr. Beda, de qualquer tipo de serviço da área médica que se propôs. Esse grau de satisfação é percebido nos leitores mais próximos ao senhor?

Eu vou além. Algumas pessoas especificam até o artigo que leram e me dão os parabéns pelo seu conteúdo. Ele, quando digo “ele”, é o leitor. Então, isso não acontece somente na área médica, onde, realmente, pelo grau de sofisticação que atingimos, esse tipo de comentário é rotineiro. A mesma excelência que temos na área médica alcançamos também na comunicação com o J3.

No primeiro momento o J3 foi rodado no parque gráfico do jornal O Globo, que era o maior parque gráfico da América Latina. Por questões de logística, o Globo decidiu não terceirizar mais a gráfica. E aí se optou pela gráfica do Estadão, Estado de São Paulo, também uma super gráfica, e sempre com o aval do senhor. Isso significa compromisso com a qualidade em tecnologia também no J3?

A impressão gráfica de qualidade é fundamental não só no aspecto visual, mas para o leitor que usufrui das matérias contidas naquele veículo de comunicação. Então, quando o Globo tomou a decisão de não mais terceirizar nós não baixamos o nível. Talvez tenhamos até superado o nível, porque o Estado de São Paulo é um jornal que tem uma gráfica que dispensa comentários, estando entre as melhores do mundo, diria.

Voltando lá na questão da imparcialidade do jornal, da plena liberdade. Alguém nesse período lhe pediu alguma intervenção no curso de um conteúdo?

Não. Nunca tive. Nunca tive essa experiência. E dou uma razão para isso. Eu não sou uma pessoa que dá abertura para que comentários desse gênero cheguem a mim. E não tive esse tipo de experiência. E, certamente, se tivesse, a resposta seria “o jornal não responde de forma alguma a interferências externas”. Ele, o jornal, obedece ao critério estabelecido pelo conteúdo da reportagem. E o conteúdo da reportagem é inalterado, qualquer que seja a força predatória que se manifeste contra.

O J3, a gente denomina como sua empresa caçula e não está ligada diretamente à área da medicina. Nesse contexto da comunicação, o senhor pretende avançar?

Quais são os meios de comunicação? É o jornal, a televisão e o rádio. Nós temos o jornal, temos a televisão, além do site e redes sociais, mas não temos o rádio. Já pensamos no rádio? Já. Evoluímos o rádio? Não. Podemos evoluir, sim. É questão de tempo e hora.

Rotineiramente o senhor está no Rio aos domingos quando o jornal começa a circular. O senhor acessa o módulo digital?

Não. Eu tenho cuidado de pedir à minha secretária que guarde um exemplar de domingo para que eu possa ler na segunda-feira e iniciar bem a semana. E assim tenho feito. Confesso que não tenho intimidade com a rede social, embora reconheça a sua extrema importância. Em relação ao J3News, do jornal físico, ele hoje, sem nenhuma interrupção, chega ao seu número 500.

O jornal também tem se notabilizado pela interação e parcerias com toda a sociedade, em todos os níveis através de eventos. Como o senhor observa isso?

Sem dúvida alguma essa estratégia de eventos é um diferencial a mais. Nós realizamos agora o nosso Arraiá Solidário através do J3News. Nós temos as corridas de rua, que são extremamente procuradas pelos corredores de todos os estados com um número sempre recorde de participantes. Nós temos a festa do J3News de fim de ano para mais de 1.500 convidados, que já faz parte da nossa razão social. Enfim, todas essas participações que são agregadas ao J3News são dignas de aplausos porque trazem a sociedade participante nessas ocasiões. Não temos apenas uma televisão, um site, um jornal. Temos uma marca.

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*Todas as notícias são retiradas de fonte de sites conforme informado na última linha “apareceu primeiro em …”

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