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Diagnóstico precoce auxilia no tratamento da doença celíaca

Por Guilherme
Por Guilherme

Foto: Silvana Rust

A campanha Maio Verde chama atenção para uma doença ainda pouco reconhecida por grande parte da população: a doença celíaca. Em Campos dos Goytacazes, a médica gastroenterologista Renata Valliant, integrante da equipe do Gastro Prime, serviço especializado do Beda Prime, destaca a necessidade de ampliar a informação sobre a condição e reforça que o diagnóstico precoce pode evitar complicações importantes à saúde.

Segundo a especialista, a campanha tem justamente o objetivo de ampliar o conhecimento sobre uma enfermidade frequentemente subdiagnosticada. “O Maio Verde é uma campanha de conscientização sobre a doença celíaca, uma condição ainda muito subdiagnosticada”, afirma.

Dra. Renata Vaillant (Foto: Reprodução Instagram)

A doença celíaca é considerada uma enfermidade autoimune desencadeada pelo consumo de glúten, proteína presente no trigo, cevada e centeio. O processo provoca inflamação no intestino delgado e interfere diretamente na absorção adequada de nutrientes pelo organismo. “É uma doença autoimune em que o consumo de glúten causa inflamação no intestino delgado, prejudicando a absorção de nutrientes”, explica Renata.

A gastroenterologista observa que um dos principais desafios é o reconhecimento da doença, já que nem todos os pacientes apresentam os sintomas digestivos clássicos. “Porque os sintomas são muito variados e nem sempre intestinais. Muitas vezes o paciente não tem o quadro clássico”, ressalta.

Entre os sinais mais conhecidos estão diarreia, distensão abdominal, gases, perda de peso e fadiga. No entanto, a médica alerta que o quadro pode se manifestar de formas menos evidentes. “Também pode aparecer como anemia e deficiência nutricional”, pontua. Existem ainda formas silenciosas da doença, o que contribui para o atraso no diagnóstico. “Alguns pacientes têm apenas anemia, osteoporose, infertilidade ou cansaço crônico, sem sintomas intestinais importantes”, acrescenta.

A médica destaca que recentes discussões internacionais também vêm ampliando o entendimento sobre a doença. Durante o Digestive Disease Week (DDW) 2026, um dos maiores congressos mundiais da especialidade, avanços importantes foram apresentados. “O congresso destacou avanços em testes diagnósticos e pesquisas sobre novas terapias, além de um entendimento maior da microbiota na doença”, informa.

Apesar do crescente interesse em dietas restritivas, Renata Valliant faz um alerta importante: eliminar o glúten antes da investigação médica pode prejudicar o diagnóstico. “Retirar o glúten antes dos exames pode dificultar ou até impedir o diagnóstico correto”, adverte.

Exames laboratoriais específicos
Hoje, a confirmação da doença é feita por meio de exames laboratoriais específicos e, em muitos casos, endoscopia digestiva com biópsia do intestino delgado. O tratamento padrão continua sendo a exclusão total do glúten da alimentação, enquanto novas abordagens terapêuticas seguem em estudo.

No Gastro Prime, serviço médico do Beda Prime voltado às doenças digestivas em Campos, a proposta é justamente oferecer acompanhamento especializado e investigação adequada para pacientes com sintomas persistentes ou alterações sem causa aparente. Para a gastroenterologista, a principal mensagem do Maio Verde permanece clara: “Sintomas persistentes, anemia sem causa definida ou queixas digestivas recorrentes precisam ser investigados. Diagnóstico precoce faz toda a diferença”.

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