Nos bastidores da polícia fluminense, ganha força a informação de que o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), considera renunciar ao cargo. Seu futuro político depende do desfecho do julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
No último dia 10 de março, o ministro Nunes Marques pedir vista e, portanto, adiou a análise do pedido de cassação oriundo do processo que ficou conhecido como o “escândalo do Ceperj”, que também tem como réus o deputado estadual Rodrigo Bacellar (União), e o ex-vice-governador Thiago Pampolha (MDB).
Um dos cenários considerados prevê uma eventual saída já na segunda-feira (23), na véspera da retomada do julgamento. A defesa argumenta que, se Cláudio Castro optar por deixar o cargo antes da decisão final, o processo perderia sua finalidade. Em outras palavras, não haveria razão para o tribunal deliberar sobre a retirada de um mandato que já não está mais em exercício.
No entanto, há outro cenário discutido pelos interlocutores do governador que aponta que Castro pode deixar o governo a qualquer momento.
Castro é acusado de abuso de poder político e econômico. Milhares de pessoas foram contratadas no Ceperj (Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro) e na Uerj (Universidade do Estado do Rio) sem transparência. A investigação apontou indícios de que as contratações teriam sido usadas para fins políticos.
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