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Cachorro fica 32h na mata e protege idoso desaparecido

Esse é companheiro de verdade! Um cachorro ficou 32 horas em uma mata, ajudando a proteger um idoso com Alzheimer, de 72 anos, que se perdeu de casa. O homem foi encontrado com vida após buscas feitas por moradores da região.

O senhor havia saído de casa para uma atividade simples e não retornou. A demora acionou uma mobilização informal entre vizinhos e amigos, que passaram a procurar em áreas rurais próximas.

E durante todo o período em que o idoso esteve perdido, o cachorro permaneceu ao lado dele e acabou sendo decisivo para indicar o local onde ambos estavam.

Querido de todos

O animal, chamado Max, é um vira-lata de pelos brancos que costuma circular livremente pelas propriedades da região, em Nova Campina, no interior de São Paulo. Segundo o tutor, Luiz Carlos Santos, o cachorro é conhecido como um “aumigo” da vizinhança e mantém contato frequente com moradores próximos.

A chácara de Luiz Carlos fica em frente à casa de Edson Pires, o idoso desaparecido. Por ficar solto no terreno, Max costuma passar debaixo do portão e visitar outras casas, inclusive a de Edson, onde recebia cuidado e alimentação.

“Meu cachorro também era cuidado e alimentado por ele. Então, o Max o acompanhava com frequência”, contou Luiz Carlos ao G1.

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Cuidando do idoso

Esta não foi a primeira vez que Max acompanhou Edson em um deslocamento fora de casa. Em um episódio anterior, o idoso foi encontrado no mesmo dia em uma floresta de eucaliptos, a cerca de quatro quilômetros da chácara onde mora.

Na ocasião, o retorno também aconteceu com a ajuda do cachorro, que permaneceu ao lado do idoso até que ele fosse localizado. A diferença, desta vez, foi o tempo prolongado fora de casa.

Segundo o tutor, Max nunca havia ficado tanto tempo longe. Foram 32 horas na mata, sob chuva e temperaturas baixas.

O resgate

Durante as buscas, o grupo ouviu latidos finos vindos de uma estradinha na mata. Segundo a cuidadora, o som chamou a atenção dos moradores que estavam na região.

“Quando entraram em uma estradinha, ouviram o Max dar três gritos bem finos. Meu vizinho chamou e, mesmo sem forças, ele veio correndo na hora”, contou.

O local era considerado perigoso, com muitos espinhos e uma cratera próxima. Para chegar até o idoso, o grupo precisou roçar a vegetação e avançar aos poucos. Segundo Célia, Edson estava sem camiseta, debilitado e exposto à chuva durante a noite inteira. Ele apresentava sangramentos e vários ferimentos pelo corpo.

Cuidados médicos

Após o resgate, ele foi levado ao hospital de Nova Campina, onde recebeu soro e vacinas contra tétano e raiva. O estado de saúde é considerado estável, e a recuperação acontece em casa.

O cachorro também recebeu cuidados. Apesar da falta de água e comida durante o período na mata, Max está andando e se alimentando normalmente. Ele precisou tomar remédio para bernes, mas passa bem.

Para a cuidadora, o tempo foi um fator decisivo no desfecho do caso. A avaliação é de que o resgate ocorreu no limite seguro.

“Se demorasse mais um pouco, ele morreria”, afirmou. “Estamos muito cansados, mas o mais importante é que ele está bem.”

Luiz Carlos (à esquerda) e Edson (à direita) junto de Max (ao centro) — Foto: Arquivo pessoal

* Todas as notícias são retiradas de fonte de sites conforme informado na última linha “apareceu primeiro em …”

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