O Claude, modelo de inteligência artificial da Anthropic, está no centro de uma disputa com o governo dos Estados Unidos. A empresa negociava um contrato de US$ 200 milhões (mais de R$ 1 bilhão) para fornecer a IA ao Pentágono, mas exigiu salvaguardas para impedir que a tecnologia fosse usada em vigilância em massa de cidadãos ou em armas autônomas.
A Casa Branca não gostou nada destas condições e deu um prazo para que a companhia abrisse mão dela. Como isso não aconteceu, o presidente Donald Trump ordenou que agências federais do país parassem de usar a tecnologia imediatamente. O impasse, no entanto, pode fazer com que o modelo seja ainda mais utilizado.
IA da Anthropic superou Gemini
O Claude subiu para a segunda posição dos aplicativos gratuitos mais baixados em aparelhos da Apple nos Estados Unidos nas últimas horas.
O aumento da popularidade do modelo de IA sugere que a Anthropic está se beneficiando do embate com a Casa Branca.
Com o aumento da procura, a ferramenta superou o Gemini, do Google, e só está atrás do ChatGPT, da OpenAI.
Além da firme postura da empresa ao rejeitar o uso militar da IA, uma postagem da cantora Katy Perry pode ter influenciado nesse maior interesse dos usuários.
A artista publicou uma captura de tela da assinatura Pro da Anthropic, com um coração sobreposto.
As informações são da CNBC.
done pic.twitter.com/DkS9DmlUAR
— KATY PERRY (@katyperry) February 28, 2026
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OpenAI fechou acordo
O cerco do governo dos Estados Unidos à Anthropic gerou reações em cadeia. Funcionários do Google, Amazon e Microsoft assinaram cartas e petições nesta semana pedindo que suas companhias desafiem as exigências do Departamento de Defesa sobre o uso de IA em operações militares.
Sam Altman, CEO da OpenAI, inicialmente adotou tom cauteloso, mas acabou defendendo a concorrente. “Apesar de todas as minhas divergências com a Anthropic, confio bastante neles como empresa e acredito que eles realmente se preocupam com a segurança”, afirmou.
Horas depois, no entanto, a OpenAI anunciou ter chegado a um acordo com o Pentágono para fornecer IA para sistemas confidenciais, inserindo salvaguardas que, segundo a empresa, impediriam usos indesejados.
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