Vai nação! O Brasil está fora do Mapa da Fome pelo segundo ano consecutivo e alcançou o menor índice de insegurança alimentar severa da história. O resultado foi divulgado nesta terça-feira (21) pela Organização das Nações Unidas (ONU), por meio do relatório “O Estado da Segurança Alimentar e Nutrição no Mundo 2026”.
Segundo o levantamento, 16,7 milhões de brasileiros deixaram a condição de insegurança alimentar severa no triênio 2023-2025. Hoje, menos de 2,5% da população está em risco de subalimentação, percentual usado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) para definir quais países fazem parte do Mapa da Fome.
Os dados mostram que o Brasil também atingiu outro marco importante: a insegurança alimentar severa caiu para 0,6% da população, o menor índice desde o início da série histórica da FAO. Agora é trabalhar para zerar a fome definitivamente no país e acabar de vez com essa crueldade.
Quanto se gasta em guerra e no combate à fome
E impossível não fazer essa comparação: seria preciso investir US$ 40 bilhões por ano para acabar com a fome no mundo, que afeta 645 milhões de pessoas no triênio encerrado em 2025, o equivalente a 7,8% da população mundial, segundo a ONU.
Parece muito dinheiro, mas só os Estados Unidos gastam US$ 895 bilhões por ano em guerras, 22 vezes mais do que o necessário para alimentar todas as bocas famintas do planeta. Já a Rússia gasta US$ 190 bilhões na guerra contra a Ucrânia. Somado, isso dá mais de US$ 1 trilhão usado para matar pessoas em vez de cuidar dos famintos.
Não é uma insanidade isso, um contrassenso, uma crueldade, uma inversão brutal de prioridades?
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Menos fome
A melhora do Brasil sobre a questão da fome aparece de forma consistente nos últimos levantamentos da ONU.
A taxa de insegurança alimentar severa caiu de 6,6% no triênio 2021-2023 para 3,4% em 2022-2024 e chegou a apenas 0,6% no período de 2023 a 2025.
Na prática, significa que milhões de brasileiros passaram a ter acesso regular aos alimentos necessários para uma vida saudável.
Mais acesso à alimentação saudável
O relatório também mostrou avanço na qualidade da alimentação.
A parcela da população que não consegue pagar por uma dieta saudável caiu para 21,1% no triênio encerrado em 2025.
Segundo a FAO, o custo diário de uma alimentação saudável no Brasil ficou abaixo da média da América do Sul e também da média da América Latina e do Caribe.
Economia ajudou
De acordo com o relatório, a melhora nos indicadores acompanha outros resultados positivos da economia brasileira.
Nos últimos três anos, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 3,2% em 2023, 3,4% em 2024 e 2,3% em 2025.
A taxa de desemprego caiu para 5,6% no ano passado e o rendimento médio mensal dos brasileiros atingiu o maior valor da série histórica do IBGE, chegando a R$ 2.264. O controle da inflação dos alimentos também contribuiu para ampliar o acesso da população à alimentação.
Brasil está fora do Mapa da Fome pelo segundo ano consecutivo, mostra relatório da ONU. O planeta precisa de US$ 40 bilhões para acabar com a fome. Juntos, EUA e Rússia gastam US$ 1 trilhão em guerras. Foto: Alex de Jesus/ OTempo




