Mais de 50 anos após marcar presença na primeira missão tripulada à Lua, um dos relógios mais emblemáticos da história da exploração espacial voltou a acompanhar astronautas – dessa vez, na Artemis 2, lançada em 1º de abril. O modelo é o Speedmaster, da Omega, também conhecido como “Moonwatch”.
A relação entre a Omega e a NASA remonta aos primórdios da corrida espacial. Ainda em 1962, antes mesmo da certificação oficial, o astronauta Wally Schirra utilizou seu relógio pessoal da marca durante a missão Mercury Sigma 7, que realizou seis órbitas ao redor da Terra em testes de engenharia e desempenho da nave.
Com o avanço das missões tripuladas durante a Guerra Fria, a agência espacial americana abriu um processo rigoroso de qualificação para relógios de pulso. Os modelos foram submetidos a condições extremas e o Speedmaster foi o único a resistir aos testes, superando concorrentes como Rolex e Longines. A partir daí, tornou-se o padrão da agência.
O ápice dessa trajetória veio em 1969, quando o “Moonwatch” acompanhou os astronautas Neil Armstrong, Buzz Aldrin e Michael Collins na Apollo 11. O modelo estava no pulso da dupla Armstroing e Aldrin quando eles pisaram na Lua.
O relógio da Omega esteve presente em todas as missões Apollo até 1972, consolidando seu status como símbolo da exploração lunar. O programa terminou, mas a tradição continuou no programa Artemis, que planeja o retorno ao nosso satélite lunar.
Astronautas da Artemis 2 seguem usando relógios da Omega
A bordo da cápsula Orion, os astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen chegaram ao nono dia de missão. O objetivo é sobrevoar a Lua e realizar testes essenciais para futuras viagens tripuladas, incluindo experimentos científicos e manobras com a nave.
O quarteto segue vestindo os relógios de pulso da Omega. No entanto, agora o modelo é diferente (e mais moderno): trata-se do Speedmaster X-33, também chamado de “Marstimer”. Ele foi criado em colaboração com o astronauta Thomas Stafford, comandante da Apollo 10, e lançado originalmente em 1993 com composição de quartzo e titânio. O modelo é desenvolvido especificamente para uso em ambientes espaciais e recebeu uma atualização em 2001.
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Desde 2006, o relógio não é mais vendido ao público, mas continua no acervo da NASA para uso em missões.
Além do Speedmaster X-33 oficial, alguns tripulantes também vestem seus relógios pessoais para uso cotidiano a bordo. Reid Wiseman e Christina Koch, por exemplo, usam o Breitling Navitimer Cosmonaute. O modelo também tem história: ele foi usado pelo astronauta Scott Carpenter na missão Mercury-Atlas 7, na década de 1960.
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