Com tudo o que já se viu — tudo que vem sendo mostrado pela imprensa nacional — o eleitor brasileiro não vai se surpreender ao se deparar, possivelmente, com o baixíssimo nível da corrida presidencial ora polarizada entre o presidente Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro.
Não se está desconsiderando os demais candidatos. Mas é muito difícil para os que hoje somam em torno de 4% no 1º turno, segundo pesquisas de diferentes institutos — casos dos ex-governadores Ronaldo Caiado e Romeu Zema — consigam chegar à casa dos 30 e poucos pontos atribuídos ao candidato do PL.
Semana após semana, quando não surge um novo escândalo, é o próprio comportamento dos postulantes e seus apoiadores mais próximos que assustam. No fim das contas, duas trágicas verdades emergem com força catastrófica: Lula e Flávio são os candidatos mais rejeitados pelo público e não apresentam projetos que apontem políticas públicas exequíveis e capazes de tirar o Brasil do fundo do poço.
Gastança aos 4 cantos
A dívida pública do País está acima de R$ 10 tri, com déficit nominal recorde, projetando chegar ao final do ano a 8,6% do PIB — o maior em mais de duas décadas e superior, inclusive, ao registrado no governo Bolsonaro, período marcado pela pandemia. Neste particular, os números falam por si e dispensam comentários.
Por óbvio, enfatiza-se a atuação do candidato Lula posto que estamos a tratar do presidente da República. Não há como negar, o Brasil está diante de uma bomba fiscal a explodir no próximo ano. Se for com o presidente reeleito, o petista desdiz o que disse antes — já está mais que acostumado — aponta para o outro lado, cria uma nova “narrativa” ou simplesmente joga a culpa (de novo) sobre Bolsonaro. Não se aperta porque sabe conviver com um discurso no palanque e outro, bem diferente, quando chega ao Planalto.
E na hipótese de estourar nas mãos de outro, basta colocar a culpa no antecessor e, como de costume, o povo que pague a conta. Simples assim!
Infortúnios no atacado
Disfarçadamente os dois candidatos, há muito, iniciaram suas campanhas. O presidente Lula com mais vigor, face a máquina pública que trabalha com 38 ministérios a todo vapor para sua reeleição. No carnaval, o desfile-homenagem da Acadêmicos de Niterói foi um flagrante episódio de campanha antecipada. A escola acabou em último lugar na apuração do Grupo Especial e foi rebaixada. Mas, para Lula, não deu em nada.
Recentemente, acompanhando o diretor da OMS em visita ao Hospital do Andaraí, o petista afirmou que no Brasil hospital público, via SUS, disponibiliza ao cidadão comum o mesmo tratamento oferecido ao presidente da República.
Lula só não disse que em 2023, quando precisou fazer cirurgia no quadril, buscou o Hospital Sírio-Libanês. Em 2024, ao ser submetido às pressas a procedimento cirúrgico para cuidar de uma hemorragia intracraniana, de novo o Sírio-Libanês. Em maio deste ano, para tratar um câncer de pele, o hospital escolhido foi… o Sírio-Libanês.
Diga-se, muito normal que o presidente da República, Chefe de Estado, aos 80 anos de idade, busque o melhor hospital, a equipe mais qualificada e o que há de mais moderno para cuidar da saúde. Só não vale dizer que ao pobre são oferecidas as mesmas condições. Ao contrário, o simples do povo tem que penar meses numa fila de espera para conseguir fazer um exame mais complicado.
(*Continua na próxima edição com considerações de outros ângulos e com foco maior na candidatura de Flávio Bolsonaro.)
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