A pouco mais de 80 dias para o início da Copa do Mundo de 2026, o cenário de transmissões no Brasil começa a ganhar forma, com Globo e SBT adotando estratégias bem diferentes para disputar a atenção do público.
A competição promete ser menos sobre “quem transmite” e mais sobre como cada grupo vai dominar diferentes plataformas.
A 80 dias da Copa ─ Imagem: Reprodução
No caso da Globo, a aposta é clara: presença total. A emissora vai distribuir os jogos e conteúdos da Copa entre TV Globo, sportv, Ge TV, Globoplay e ge.globo, criando um verdadeiro ecossistema de cobertura. A ideia é cercar o evento com transmissões ao vivo, bastidores, séries especiais e conteúdos extras para manter o público conectado o tempo todo.
Além da estrutura, o elenco também chama atenção. A Globo escalou nomes consolidados da narração e dos comentários, tanto na TV aberta quanto nos canais fechados, reforçando a estratégia de manter a liderança com qualidade técnica e diversidade de vozes.
SBT aposta em Galvão Bueno e pacote enxuto para competir
Enquanto a Globo amplia sua cobertura, o SBT segue um caminho mais direto. Em parceria com a N Sports, a emissora garantiu os direitos de 32 partidas da Copa, incluindo todos os jogos da Seleção Brasileira.
O grande trunfo da operação é Galvão Bueno, que retorna ao protagonismo em sua 14ª Copa do Mundo. Ele será responsável por narrar os jogos do Brasil e ainda parte do pacote, totalizando cerca de 10 transmissões. Já Tiago Leifert assume o restante das partidas, com 22 jogos sob sua responsabilidade.
Essa divisão revela uma estratégia clara: concentrar força máxima nos jogos de maior audiência, especialmente os da Seleção, enquanto mantém uma operação mais enxuta no restante da competição.
Disputa vai além da TV e envolve também o digital
Outro ponto importante é que a disputa não ficará restrita à televisão. Embora Globo e SBT tenham presença forte na TV aberta e por assinatura, o ambiente digital terá papel decisivo nesta Copa.
Nesse cenário, a CazéTV aparece como protagonista no online, sendo apontada como detentora da exclusividade para transmissões digitais completas. Isso muda a dinâmica de consumo, principalmente entre o público mais jovem, que acompanha o futebol por streaming e redes sociais.
Para a Globo, a resposta vem com integração entre Globoplay e ge.globo. Já o SBT aposta na força da transmissão simultânea com a N Sports e na familiaridade de seus apresentadores.
O que muda para o público na Copa de 2026
Na prática, o torcedor terá mais opções, mas também precisará escolher onde assistir cada jogo. Veja como fica o cenário:
Globo: cobertura ampla, múltiplas plataformas e equipe robusta
SBT: 32 jogos, foco no Brasil e Galvão Bueno como destaque
Digital: protagonismo da CazéTV no ambiente online
A Copa de 2026 marca uma virada no modelo de transmissão no Brasil. Em vez de uma única emissora dominante, o evento será dividido entre diferentes players, cada um com uma estratégia específica para conquistar audiência.
Para o público, isso significa mais acesso, mais formatos e uma experiência mais fragmentada, mas também mais personalizada.
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