A Meta anunciou, nesta terça-feira (05), o uso de inteligência artificial (IA) para analisar a estrutura óssea e a altura de usuários em fotos e vídeos. Objetivo da análise é identificar e suspender contas de crianças menores de 13 anos que burlaram as restrições de idade das plataformas.
A ferramenta complementa o monitoramento de pistas contextuais em perfis, como menções a séries escolares ou celebrações de aniversário em legendas, comentários e bios.
Segundo o comunicado publicado pela empresa, usuários identificados pela IA como possivelmente menores de idade terão suas contas bloqueadas e deverão passar por um processo de verificação de idade para evitar a exclusão definitiva dos dados.
Meta nega uso de reconhecimento facial em fotos e expande medidas voltadas para adolescentes no Brasil
A companhia reforçou que a nova técnica de análise visual não deve ser confundida com sistemas de identificação biométrica individual. “Queremos ser claros: isso não é reconhecimento facial“, disse a Meta em postagem no seu blog.
A empresa explicou que a IA foca em temas gerais e sinais físicos para estimar a faixa etária, sem identificar o indivíduo específico na imagem. O sistema usa modelos de IA que avaliam o desenvolvimento físico para preencher lacunas que o monitoramento de texto pode ignorar.
Além do combate ao uso por menores de 13 anos, a empresa expandiu para o Brasil e para os 27 países da União Europeia a tecnologia que coloca automaticamente usuários entre 13 e 17 anos em Contas de Adolescentes.
Essa configuração, que já estava ativa nos EUA, Reino Unido, Canadá e Austrália, aplica restrições automáticas de privacidade e controle de conteúdo para jovens que tentam se cadastrar com datas de nascimento de adultos.
Para aumentar a precisão na detecção, a Meta implementou as seguintes medidas de segurança:
Análise de Reels e grupos: A varredura de sinais contextuais foi ampliada para o Reels no Instagram e Grupos do Facebook;
IA no suporte: Modelos de IA agora auxiliam as equipes humanas na revisão de denúncias de contas infantis, o que deve agilizar resoluções de problemas;
Bloqueio de circunvenção: Reforço em medidas para impedir que usuários criem contas logo após terem sido banidos.
A ofensiva tecnológica ocorre num momento de pressão jurídica significativa para a big tech. Recentemente, um júri no Novo México considerou que a Meta violou leis estaduais ao enganar consumidores sobre a segurança de suas plataformas e falhar na proteção contra predadores infantis, o que resultou numa condenação de US$ 375 milhões (R$ 1,8 bilhão).
Embora as ferramentas de análise visual estejam inicialmente limitadas a países selecionados, como os Estados Unidos, a Meta planeja um lançamento global ao longo de 2026.
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