O médico coloproctologista Enilton Monteiro alerta que sintomas, muitas vezes negligenciados, podem estar associados a doenças intestinais importantes. O especialista reforça que esses sinais não devem ser ignorados, pois podem estar relacionados desde quadros simples, como colites leves, até doenças mais graves, incluindo neoplasias. O sangramento, por exemplo, é um dos sintomas que mais preocupam os pacientes e exige avaliação médica. Ele lembra que, embora muitas pessoas associem essas doenças à idade avançada, há um aumento de casos em indivíduos mais jovens.
“A incidência de câncer colorretal vem crescendo na população a partir dos 40 anos. Por isso, em alguns países, como os Estados Unidos, a colonoscopia preventiva já é recomendada a partir dos 45 anos. No Brasil, a orientação geral é a partir dos 50 anos para quem não apresenta sintomas”, explica.
Enilton Monteiro também chama atenção para os fatores genéticos. Embora representem uma parcela menor dos casos, síndromes hereditárias aumentam significativamente o risco de câncer colorretal. Nesses casos, o acompanhamento especializado e o mapeamento genético são fundamentais para o diagnóstico precoce.
O avanço da medicina, especialmente na oncologia, tem ampliado as chances de tratamento e cura. “O diagnóstico de câncer ainda assusta, mas hoje temos muitos pacientes que seguem suas vidas normalmente após o tratamento. Quanto mais cedo o diagnóstico, melhores são os resultados”, afirma.
Ele também destaca a importância do acesso aos serviços de saúde, inclusive pelo Sistema Único de Saúde (SUS), em Campos dos Goytacazes. De acordo com o médico, a rede pública oferece atendimento e acompanhamento para pacientes com doenças intestinais, possibilitando diagnóstico e tratamento adequados.
Alimentação e doenças inflamatórias
O médico coloproctologista Enilton Monteiro cita a relação entre idade, alimentação e doenças inflamatórias intestinais, como a Doença de Crohn e a retocolite ulcerativa. Segundo ele, embora essas enfermidades possam surgir em diferentes fases da vida, há maior incidência entre jovens adultos. “É comum na faixa dos 20 aos 30 anos”, explica.
O especialista destaca diferenças importantes entre as duas doenças. A retocolite ulcerativa afeta o intestino grosso (cólon), enquanto a Doença de Crohn atinge com mais frequência o intestino delgado. Por isso, os sintomas também variam. “No caso do cólon, os sinais são mais visíveis, como cólicas, diarreia, presença de muco e até sangue nas fezes. Já o intestino delgado é mais ‘silencioso’, e a principal queixa costuma ser dor em forma de cólica recorrente”, afirma.
Outro ponto abordado é a influência do estilo de vida. A obesidade, a alimentação inadequada e o sedentarismo são fatores que contribuem para o desenvolvimento de doenças, incluindo o câncer colorretal.
“A dieta, a atividade física e a qualidade de vida têm impacto direto. Precisamos cuidar do nosso corpo, que é o nosso ambiente. A conscientização é essencial. Observar os sinais do corpo, buscar avaliação médica e adotar hábitos saudáveis são medidas fundamentais para a prevenção e o diagnóstico precoce, aumentando as chances de sucesso no tratamento. O recado é claro: não ignore os sinais do corpo. Quanto mais cedo o diagnóstico, maiores são as chances de controle e tratamento adequado”, conclui.
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