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Cleópatra viveu mais perto do lançamento da Artemis 2 do que da construção das pirâmides

As pirâmides do Egito e Cleópatra costumam ser colocadas no mesmo “pacote” da história antiga. Mas essa associação é enganosa. Na prática, há milhares de anos de diferença entre esses dois símbolos egípcios – mais do que entre a faraó e o mundo atual.

Cleópatra viveu entre cerca de 70 a.C. e 30 a.C., já no fim da Antiguidade. Seu reinado ocorreu em um período de intensas mudanças no Mediterrâneo, marcado pela expansão de Roma. Ela se envolveu diretamente com líderes romanos, como Júlio César, e testemunhou o enfraquecimento da República Romana, pouco antes da formação do Império.

Cleópatra, de Heinrich Faust, 1876, em óleo sobre tela – Crédito: Heinrich Faust/Wikimedia Commons

As Pirâmides de Gizé, por outro lado, foram construídas por volta de 2600 a.C., durante a Quarta Dinastia do Antigo Império egípcio. Isso significa que, quando Cleópatra nasceu, essas estruturas já tinham mais de dois mil anos e quinhentos de existência, ou seja, um intervalo maior do que o que nos separa hoje da época da rainha.

Pirâmides já eram marcos históricos na época de Cleópatra

Esse dado leva a uma conclusão surpreendente: Cleópatra está cronologicamente mais próxima do presente – e de projetos modernos, como a missão Artemis 2 – do que do período em que as pirâmides foram erguidas. Para ela, esses monumentos eram tão antigos quanto construções como o Partenon, templo dedicado à deusa Atena, na Grécia, são para nós atualmente. 

Na época de Cleópatra, as pirâmides já eram reconhecidas como marcos históricos. Elas atraíam visitantes e faziam parte de rotas de viagem ao longo do rio Nilo. Registros indicam que ainda preservavam parte de seu revestimento externo de pedra calcária, embora já apresentassem sinais de desgaste após séculos de exposição.

A Grande Pirâmide de Gizé – Crédito: Eugene Li – Shutterstock

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Rainha certamente visitou as pirâmides do Egito

Há indícios de que a própria Cleópatra pode ter visitado essas construções. Durante uma viagem pelo Nilo ao lado de Júlio César, acompanhada por uma grande comitiva, ela percorreu áreas próximas ao planalto de Gizé. Não existe confirmação direta desse encontro, mas historiadores consideram improvável que ela tenha ignorado um dos símbolos mais importantes de seu reino.

A comparação entre esses períodos ajuda a entender melhor a escala do tempo histórico. A chamada “história antiga” não é um bloco único, mas um intervalo que abrange milhares de anos, com transformações profundas na política, na cultura e na tecnologia.

Com informações do site IFLScience.

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