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Saiba tudo sobre o supertelescópio espacial da NASA que vai investigar o Universo escuro

Conforme noticiado pelo Olhar Digital, a NASA anunciou a conclusão do Telescópio Espacial Nancy Grace Roman, após mais de uma década de desenvolvimento e integração. O equipamento entra agora na fase de testes finais e preparação para o lançamento, previsto para setembro. 

Mas, diante de tantos observatórios e sondas em operação, qual é a importância dessa nova plataforma e o que a torna singular para a astronomia?

Batizado em homenagem à astrônoma Nancy Grace Roman, primeira chefe de astronomia da NASA e considerada a “mãe do Telescópio Espacial Hubble”, o novo telescópio representa uma evolução importante na forma de observar o cosmos. Ele foi projetado para ampliar a capacidade de mapeamento do Universo em grande escala, com foco em regiões muito distantes e pouco exploradas.

Ilustração do Telescópio Espacial Nancy Grace Roman da NASA escaneando o Universo – Crédito: NASA

Supertelescópio tem campo de visão 100 vezes maior que o do Hubble

Uma das principais diferenças em relação a outros observatórios é o campo de visão extremamente amplo. O Roman poderá observar, em uma única tomada, áreas cerca de 100 vezes maiores do que o Hubble, o que acelera a coleta de dados em até mil vezes. Essa característica o torna ideal para levantamentos astronômicos em larga escala.

O telescópio combina observação em infravermelho com alta resolução, o que permite enxergar regiões do Universo até então inacessíveis. Essa faixa do espectro também atravessa nuvens de poeira cósmica, possibilitando a observação de galáxias muito antigas, formadas nos primeiros bilhões de anos após o Big Bang.

Além do estudo de galáxias distantes, o equipamento será fundamental para a pesquisa de exoplanetas – mundos fora do Sistema Solar. Ele conta com tecnologia capaz de bloquear a luz intensa de estrelas, facilitando a detecção direta desses planetas. Também permitirá um censo estatístico de sistemas planetários na Via Láctea, ajudando a entender quantos mundos semelhantes à Terra podem existir e como eles estão distribuídos.

Engenheiros do Centro de Voos Espaciais Goddard da NASA, em Greenbelt, Maryland, observando o Telescópio Espacial Nancy Grace Roman após a integração final dos principais componentes – Crédito: NASA

Maiores mistérios do Universo podem ser desvendados pelo Roman

Outro objetivo central da missão é investigar dois dos maiores enigmas da cosmologia moderna: a energia escura e a matéria escura. A primeira está associada à aceleração da expansão do Universo, enquanto a segunda influencia a formação das estruturas cósmicas, embora não possa ser observada diretamente.

Para isso, o Roman realizará grandes levantamentos do céu, mapeando centenas de milhões de galáxias. Esses dados serão usados para analisar como a matéria escura se distribui e como influencia a evolução das estruturas cósmicas ao longo do tempo. Os resultados devem gerar um mapa tridimensional do Universo com precisão até dez vezes superior a levantamentos anteriores.

O telescópio também será importante para o estudo da lente gravitacional, fenômeno em que a gravidade de objetos muito massivos distorce a luz de galáxias distantes. Esse efeito funciona como uma lente natural, permitindo observar regiões que não seriam acessíveis diretamente.

Infográfico descreve o Levantamento de Área Ampla em Altas Latitudes que será conduzido pelo Telescópio Espacial Nancy Grace Roman – Crédito: Centro de Voos Espaciais Goddard/NASA

Durante sua missão principal, prevista para cerca de cinco anos, o Roman deverá coletar dados de bilhões de galáxias, além de registrar estrelas, sistemas planetários e fenômenos cósmicos raros. A expectativa é que esse conjunto forme um dos maiores bancos de dados da história da astronomia, com cerca de 20 mil terabytes de informações.

Esses registros também permitirão estudar a expansão do Universo por meio de padrões de desvio para o vermelho, usados para medir distâncias cósmicas. Com isso, será possível analisar como a expansão evoluiu ao longo do tempo e testar modelos sobre a atuação da energia escura.

Outro ponto relevante é o estudo de oscilações acústicas bariônicas, estruturas antigas formadas no Universo primordial que funcionam como uma espécie de “régua cósmica”. Elas ajudam a medir mudanças na expansão do Universo ao longo de bilhões de anos.

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Telescópio Roman será lançado pela SpaceX

No conjunto, de acordo com a NASA, o Telescópio Espacial Nancy Grace Roman deve se tornar uma das ferramentas mais importantes da astronomia moderna. Sua capacidade de combinar grande campo de visão, alta precisão e levantamento em larga escala permitirá responder questões fundamentais sobre a origem, a estrutura e a evolução do Universo.

O lançamento está previsto para ocorrer a partir do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, a bordo de um foguete Falcon Heavy, da SpaceX, no início de setembro deste ano.

O projeto é coordenado pelo Centro de Voos Espaciais Goddard, com participação de instituições como o Laboratório de Propulsão a Jato e o Instituto de Ciência do Telescópio Espacial. Essa colaboração reúne especialistas de diferentes áreas da ciência e da engenharia para garantir o sucesso da missão e o aproveitamento máximo dos dados coletados.

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