No rock, vale seguir em frente a qualquer custo após a morte de um integrante fundamental de uma banda? Em geral, os grupos seguem em frente, passando por cima do luto. Uma das exceções foi o Led Zeppelin. Por considerar que o talento de John Bonham era insubstituível, a banda encerrou as atividades após a morte do fenomenal baterista. O The Who assumiu o risco de tomar um caminho diferente após a perda de outro baterista da pesada, Keith Moon — e nunca mais soou da mesma forma. O substituto Kenney Jones foi demitido após dois discos.
O Rush jurou que ia seguir o exemplo do Led Zeppelin. Os dois membros remanescentes do trio canadense, Geddy Lee e Alex Lifeson, prometeram nunca mais subir ao palco sem o baterista Neil Peart, morto em 2020. A promessa foi quebrada no ano passado, quando a dupla anunciou que voltaria à estrada, com a alemã Anika Nilles assumindo as baquetas. A turnê vai passar pelo Brasil, com shows agendados em janeiro e fevereiro de 2027.
Fazer o papel de Peart não será uma tarefa nada fácil. Ele é considerado um dos maiores bateristas de rock de todos os tempos. Era também peça fundamental na sonoridade da banda. Em entrevistas recentes, Anika disse que irá repetir os arranjos dele nos shows, como forma de homenagem.
A primeira amostra ao público da nova formação ocorreu em um show surpresa realizado no domingo, 29, no Juno Awards 2026, no Canadá. O grupo tocou apenas uma música na ocasião. Confira o vídeo:
Curiosamente, a música escolhida não faz parte do repertório de Neil Peart. A canção Finding My Way abre o primeiro disco da banda, lançado em 1974. Na época, o baterista era John Rutsey (1952-2008). Peart assumiu o posto no segundo álbum. Pelo visto, os fãs vão ter que esperar mais um pouco para ver como Anika se sai tocando em peças como Tom Sawyer e Spirit of the Radio, clássicos da era Neil Peart.




