A Enel Rio registrou aumento de 8,2% no furto de cabos em 2025, na comparação com o ano anterior. Ao todo, foram 13,2 quilômetros de fios levados de vias públicas na área de concessão da distribuidora — extensão equivalente à da Ponte Rio-Niterói.
As regiões Norte, dos Lagos e Metropolitana lideraram as ocorrências, somando cerca de 7,2 quilômetros de cabos furtados ao longo do ano. O impacto atingiu aproximadamente 17 mil clientes nas 66 cidades atendidas pela empresa, número 7,3% superior ao registrado em 2024.
De acordo com a concessionária, cada furto provoca interrupções ou oscilações no fornecimento de energia, além de demandar horas de trabalho das equipes técnicas para recomposição da rede. A empresa também alerta para os riscos envolvidos na prática, como choques elétricos e possibilidade de incêndios.
“O furto de cabos é um delito que afeta diretamente o serviço prestado à população. Cada ocorrência provoca interrupções ou oscilações no fornecimento a inúmeros clientes. Os reparos exigem horas de trabalho das nossas equipes. Além disso, é importante sempre destacar os riscos que este tipo de crime envolve”, afirma o diretor de Redes da Enel Rio, José Luis Salas.
Para coibir o crime, a distribuidora tem adotado medidas como a substituição de cabos por materiais de menor valor comercial, sem comprometer a qualidade do serviço, e a atuação integrada com as forças de segurança. No estado, a empresa participa de um grupo de trabalho com a Secretaria de Estado da Polícia Militar, por meio da Subsecretaria de Inteligência, além de outras concessionárias de serviços públicos.
Assim como o furto de energia, o chamado “gato”, o furto de cabos é crime, com pena prevista de dois a oito anos de reclusão. A Enel orienta que denúncias sejam feitas pelos canais oficiais de atendimento, como site, aplicativo, WhatsApp e Central de Relacionamento.
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