Durante coletiva de imprensa realizada na manhã desta terça-feira (3), a delegada titular da 134ª Delegacia de Polícia de Campos (Centro), Carla Tavares, apresentou detalhes sobre o assassinato de Greicy Kelly Gomes do Nascimento, de 31 anos, mãe de cinco filhos, desaparecida desde 17 de novembro de 2025. Marido e mulher, que não tiveram os nomes divulgados, foram presos também na manhã desta terça: ele pela execução e ela por suspeita de participação no crime (veja aqui).
Segundo a delegada, a vítima estava grávida de aproximadamente cinco meses e foi morta de forma brutal. As investigações apontam que o crime teria sido motivado por uma dívida de cerca de R$ 3.600 que a vítima tinha com o assassino e por uma ação trabalhista movida por Greicy Kelly contra a mulher.
Ainda de acordo com Carla Tavares, o homem detido confessou a autoria do crime, enquanto a mulher negou participação. A Polícia Civil informou que o assassinato foi premeditado. Conforme a investigação, o planejamento teria começado após o casal ser citado na ação trabalhista, cujo valor gira em torno de R$ 50 mil. A vítima foi cuidadora do pai da mulher presa por participação no homicídio. O homem asfixiou Greicy Kelly dentro do carro e ateou fogo ao corpo.
“Na manhã do crime, ele comprou gasolina, colocou dentro do veículo e foi até a residência da vítima. Chegando lá, encontrou com a vítima. E a vítima, por conhecê-lo e pegar dinheiro emprestado com ele, prontamente se dirigiu a falar com ele. Ela pediu mais uma vez dinheiro emprestado a ele. Ele aproveitou a oportunidade e disse pra vítima: ‘eu não tenho dinheiro aqui, mas tem uma pessoa que está me devendo, então vamos lá para pegar o dinheiro’. A vítima entrou no veículo com ele, ele se dirigiu a um lugar ermo”, detalhou a delegada.
Carla Tavares conta que, ao chegar ao local do crime, um terreno baldio, Greicy Kelly começou a ficar preocupada com as intenções do homem. “Ele desceu do carro e começou a estrangular a vítima. Após a morte, ele tirou a vítima do veículo, colocou no chão e, segundo ele, colocou um pallet em cima dela, jogou gasolina e tacou fogo”, narrou.
O crime foi cometido no Parque Califórnia, nas proximidades da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf). A delegada disse que a Polícia Civil esteve no local indicado pelo homem, mas que o corpo de Greicy Kelly não foi encontrado. “Contudo, no fim do ano passado, aproximadamente em 30 de novembro, uma ossada foi encontrada nesse local. O próximo passo é pegar o DNA desse corpo e comparar com o DNA dos filhos da vítima.”
A delegada adiantou que irá pedir a conversão de prisão temporária em prisão preventiva do casal. Apesar de a autoria já ter sido confirmada, o inquérito segue, já que a Polícia Civil aguarda o reconhecimento do corpo localizado no fim do ano passado. “Na conclusão do inquérito, vamos pedir a conversão de prisão preventiva para prisão temporária”, adiantou Carla Tavares.
Participação da mulher
“A todo o momento ela já sabia desse crime e ela ajudou o marido no álibi. No primeiro momento em que eles estiveram aqui na delegacia, fizeram uma narrativa muito fantasiosa para o local onde ela estava, o local onde o marido estava… e ela corroborou com toda essa narrativa. Eles forjaram um álibi e assim que ele terminou de matar, ligou para a esposa e disse: ‘olha, eu já fiz o que tinha que ser feito’. Apesar de negar a participação no crime, de dizer que não pediu e não autorizou (a morte de Greicy Kelly), ela sabia, ela acompanhou todos os passos do marido”, detalhou a delegada.
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