Um teste comparativo colocou lado a lado manteigas sem sal vendidas no Brasil e organizou um ranking com base em critérios técnicos e sensoriais. A avaliação foi conduzida por especialistas e considerou apenas produtos disponíveis ao consumidor comum.
Embora pareçam semelhantes nas prateleiras, manteigas classificadas como extra podem apresentar diferenças perceptíveis quando analisadas com atenção. Textura, intensidade do aroma e equilíbrio de gordura influenciam diretamente o resultado no preparo de receitas e no consumo direto.
A degustação foi realizada às cegas, sem identificação de marca, e revelou variações discretas, mas consistentes, entre as amostras. O levantamento ajuda a entender o que diferencia produtos que, à primeira vista, parecem equivalentes.
1º lugar: Galbani
A manteiga Galbani ficou em primeiro lugar na degustação às cegas. Produzida no Brasil, a marca se destacou principalmente pela textura considerada sedosa e pela untuosidade equilibrada.
No aroma e no sabor, os especialistas apontaram notas suaves de leite e uma sensação agradável em boca, sem excesso de gordura ou presença de sabores residuais. O conjunto foi apontado como consistente nos quatro critérios analisados.
De acordo com o júri, o equilíbrio entre cremosidade e leveza foi determinante para a colocação no topo do ranking.
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2º e 3º lugares
A segunda posição ficou com a Président, que apresentou textura macia e sabor equilibrado. Os avaliadores destacaram regularidade no perfil sensorial e boa performance nos critérios técnicos.
Em terceiro lugar apareceu a Danone, que recebeu avaliações positivas pelo perfil lácteo delicado. Apesar disso, obteve notas um pouco menores em cremosidade quando comparada às duas primeiras colocadas.
As três marcas foram apontadas como opções consistentes dentro da proposta de manteiga sem sal disponível no varejo.
Outras marcas avaliadas
Além das três primeiras colocadas, outras manteigas populares também passaram pela degustação. Algumas apresentaram boa textura inicial, mas perderam pontos por retrogosto rançoso ou excesso de gordura perceptível.
Em determinados casos, a aparência estava adequada, mas o aroma e o sabor não mantiveram o mesmo padrão. A análise mostrou que diferenças sutis podem impactar a experiência final, mesmo quando os rótulos indicam características semelhantes.
O ranking completo inclui todas as marcas avaliadas e as respectivas pontuações atribuídas em cada critério sensorial.
Como foi feita a avaliação
A degustação foi organizada pelo Paladar e reuniu amostras adquiridas sem identificação prévia às marcas. O objetivo foi garantir imparcialidade e evitar qualquer influência de rótulo ou reputação comercial.
As manteigas foram avaliadas em prova às cegas, em ambiente controlado. Cada produto recebeu notas com base em quatro critérios principais: aparência, textura, aroma e sabor. Esses parâmetros ajudam a identificar diferenças que nem sempre ficam claras apenas pela leitura da embalagem.
Segundo a organização, pequenas variações no teor de gordura e no equilíbrio de sal residual podem alterar a percepção de cremosidade e intensidade láctea. Mesmo entre produtos classificados como extra, o desempenho sensorial pode variar de forma significativa.
Quem participou do júri
O grupo de avaliadores foi composto por profissionais da gastronomia convidados pelo Paladar. Participaram da prova:
A confeiteira Marina Anders, da ZulcareO chef consultor Thiago Cerqueira, do restaurante ÈzeO chef argentino Ricardo Joel Michel, da Rotiseria ArgentinaO confeiteiro francês Romain Coupeaux, da Charlotte PâtisserieO professor de gastronomia Marcelo Bergamo, que leciona na Universidade Anhembi Morumbi e no Centro Universitário Belas Artes de São Paulo A Galbani foi escolhida a melhor manteira no mercado do Brasil – Foto: divulgação




