Verdadeira lenda do rock and roll, o novaiorquino Neil Sedaka morreu aos 86 anos, na última sexta-feira, após ser levado às pressas de ambulância a um hospital de Los Angeles, nos EUA. A notícia foi confirmada em suas redes sociais por meio de uma nota. “Nossa família está devastada com o falecimento repentino de nosso amado marido, pai e avô, Neil Sedaka. Uma verdadeira lenda do rock and roll, uma inspiração para milhões, mas, acima de tudo, para aqueles de nós que tivemos a sorte de conhecê-lo, um ser humano incrível que deixará muitas saudades”, diz o comunicado. A mensagem sintetiza a dimensão pública e privada de um artista que marcou gerações e construiu uma carreira de mais de seis décadas.
Pianista talentoso, compositor prolífico e dono de melodias imediatamente reconhecíveis, Sedaka foi um dos arquitetos da transição do rock primitivo dos anos 1950 para uma vertente mais sofisticada e radiofônica do pop. Formado em piano clássico, incorporou às canções populares estruturas harmônicas mais elaboradas, aproximando-as do que mais tarde se convencionaria chamar de pop orquestral. Integrante da engrenagem criativa do Brill Building, em Nova York, destacou-se não apenas como intérprete, mas como compositor requisitado, colaborando com outros artistas e ajudando a consolidar o modelo industrial da canção pop americana.
Entre seus maiores sucessos estão Oh! Carol, Breaking Up Is Hard to Do, Calendar Girl e Laughter in the Rain — faixas que atravessaram gerações e permanecem como trilha sonora de uma era marcada por romantismo e refrões fáceis de cantar. Ao longo da carreira, recebeu cinco indicações ao Grammy e, em 1983, foi introduzido no Songwriters Hall of Fame, reconhecimento máximo a seu legado como compositor. Sedaka deixa dois filhos, Dara, cantora e compositora, Marc, e a esposa, Leba Strassberg, com quem foi casado desde 1962.




