No último ano vimos o Brasil com um destaque mais que especial em pesquisas e desenvolvimentos cientístificos. E tem seis brasileiros que estão mudando o mundo e a gente precisa destacar isso sempre!
De estudos médicos a soluções ambientais, essas iniciativas mostram contribuições importantes em saúde, ciência e acesso a recursos básicos. Parte dessas iniciativas envolve parcerias internacionais, reconhecimento em publicações científicas e aplicações práticas em comunidades.
Entre nomes conhecidos e jovens pesquisadores, há trabalhos que vão desde terapias experimentais para lesões neurológicas até tecnologias para diagnóstico de doenças e tratamento de água. Conheça um pouco de cada um deles, que ja foram destaques aqui no Só Notícia Boa.
Dra. Tatiana Sampaio e a pesquisa com polilaminina
A bióloga brasileira Dra. Tatiana Sampaio coordena estudos sobre a polilaminina, uma proteína investigada como tratamento experimental para pessoas com lesões medulares. A pesquisa é desenvolvida na Universidade Federal do Rio de Janeiro e está em fase inicial de testes clínicos acompanhados por órgãos reguladores.
Os estudos avaliam a possibilidade de recuperar sensibilidade e movimentos em pacientes com paraplegia e tetraplegia. Até o momento, dezenas de brasileiros receberam a terapia em protocolos acadêmicos ou por autorização judicial, dentro de critérios específicos de acompanhamento médico.
Uma campanha busca ampliar a visibilidade internacional da pesquisa para que especialistas tomem conhecimento dos resultados preliminares e considerem futuras indicações em premiações científicas.
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Miguel Nicolelis e o protocolo de reabilitação neural
O neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis liderou o desenvolvimento do protocolo Walk Again Neurorehabilitation Protocol, aplicado em estudo clínico conduzido na China em parceria com pesquisadores locais.
O método combina sensores não invasivos de leitura cerebral, ambientes de realidade virtual e dispositivos robóticos de marcha. Em testes com pessoas com lesão medular, parte dos participantes apresentou recuperação de movimentos voluntários após meses de treinamento.
Segundo Nicolelis, a abordagem “funciona como um despertador neural”, ao estimular circuitos cerebrais e favorecer processos de reorganização do sistema nervoso observados em exames de imagem.
Nuno Abílio e a inteligência artificial para diagnóstico
O estudante Nuno Abílio, da Universidade Estadual de Maringá, desenvolveu o sistema Tecnoblade, que utiliza inteligência artificial para auxiliar na identificação de patógenos em imagens microscópicas relacionadas a doenças como malária e doença de Chagas.
O programa analisa imagens digitais e fornece resultados que podem apoiar a avaliação médica, reduzindo a necessidade de insumos laboratoriais e o tempo de processamento dos exames. A proposta é ampliar a capacidade de diagnóstico em regiões com menos recursos.
“A nossa meta é alcançar uma redução de 70% no tempo de diagnóstico e gerar economia nos custos do sistema de saúde”, afirmou o estudante ao apresentar o projeto.
Luciano Moreira e o controle do mosquito da dengue
O pesquisador Luciano Moreira foi incluído em uma lista anual da revista Nature que destaca cientistas com contribuições relevantes. No Brasil, ele coordena estudos que utilizam a bactéria Wolbachia para reduzir a capacidade de transmissão de vírus pelo mosquito Aedes aegypti.
A estratégia consiste em introduzir a bactéria nos mosquitos, o que dificulta a replicação de vírus como dengue, zika e chikungunya no inseto. A técnica vem sendo aplicada em diversas cidades e estudos apontam redução significativa de casos em áreas monitoradas.
“Estamos mostrando como a ciência consegue ajudar tantas pessoas”, afirmou o pesquisador ao comentar o reconhecimento internacional.
Matheus Henrique Dias e a pesquisa sobre câncer colorretal
O biomédico Matheus Henrique Dias conduz estudos sobre uma abordagem experimental que investiga a superestimulação de células tumorais como estratégia para interromper a proliferação do câncer colorretal. A pesquisa está associada a centros científicos europeus e segue em etapas iniciais de validação.
A hipótese surgiu a partir de observações laboratoriais sobre o comportamento celular diante de estímulos intensificados. Os resultados indicaram que o excesso de sinalização pode gerar estresse celular capaz de limitar a divisão das células tumorais.
Segundo o pesquisador, o achado passou por repetição de testes antes de avançar para novas fases de estudo com acompanhamento de especialistas.
Anna Luísa Beserra e o sistema solar de purificação de água
A jovem pesquisadora Anna Luísa Beserra desenvolveu o sistema Aqualuz, que utiliza energia solar para tornar potável a água armazenada em cisternas. A tecnologia foi reconhecida por programas internacionais ligados às Nações Unidas.
O equipamento foi projetado para operar em regiões com infraestrutura limitada, especialmente no semiárido, onde a água da chuva é comum, mas nem sempre segura para consumo. O método elimina microrganismos sem necessidade de produtos químicos.
A solução vem sendo aplicada em comunidades rurais e é considerada replicável em contextos com condições climáticas semelhantes.
A campanha para que a Dra. Tatiana Sampaio seja indicada ao Prêmio Nobel de Medicina foi lançada para chegar aos acadêmicos laureados. – Foto: divulgação
Uma brasileira criou um sistema que transforma água de cisterna em água potável. Agora ela foi reconhecida pela ONU – Foto: reprodução Instagram Miguel Nicolelis liderou o desenvolvimento do protocolo Walk Again Neurorehabilitation Protocol – Foto: divulgação Luciano Moreira coordena estudos que utilizam a bactéria Wolbachia para reduzir a capacidade de transmissão de vírus pelo mosquito Aedes aegypti. – Foto: divulgação Matheus Henrique Dias conduz estudos sobre uma abordagem experimental que investiga a superestimulação de células tumorais como estratégia para interromper a proliferação do câncer colorretal. – Foto: divulgação Nuno Abílio desenvolveu o sistema Tecnoblade, que utiliza inteligência artificial para auxiliar na identificação de patógenos em imagens microscópicas relacionadas a doenças como malária e doença de Chagas. – Foto: divulgação




