Outra vitória registrada! Um paciente diagnosticado com paraplegia e sem sensibilidade ou movimento abaixo do nível da lesão, passou a realizar exercícios em academia apenas 15 dias após receber a aplicação de polilaminina, em 2 de fevereiro.
Pedro Rolim sofreu uma lesão medular na altura de T12 e agora comemora uma grande evolução. O vídeo dele praticando exercícios foi publicado no Instagram do Mitter Mayer, que assessora o grupo de trabalho da Dra. Tatiana Sampaio, autora da descoberta revolucionária.
A polilaminina é um composto experimental em estudo no Brasil, com pesquisas autorizadas pela Anvisa, e vem sendo acompanhada por equipes médicas e científicas em protocolos com monitoramento rigoroso.
Evolução do paciente
O vídeo mostra Pedro realizando exercícios em aparelhos de musculação, com movimentos voluntários das pernas durante a reabilitação. A atividade foi acompanhada por profissionais de saúde.
Segundo a equipe envolvida, antes da aplicação não havia qualquer resposta motora ou sensitiva abaixo do nível da lesão.
Os vídeos foram divulgados como parte do acompanhamento clínico e ajudam a documentar a evolução funcional do paciente, segundo o Instagram.
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O que é a polilaminina
A polilaminina é um composto estudado há cerca de 25 anos pela bióloga Tatiana Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Trata-se de uma versão produzida em laboratório da laminina, proteína presente no desenvolvimento embrionário.
A laminina participa da formação e organização das conexões entre neurônios. A proposta da polilaminina é estimular processos de regeneração em lesões da medula espinhal.
O tratamento consiste na aplicação direta da substância na área lesionada. Pesquisas em humanos estão em fase inicial, com autorização da Anvisa para estudos de fase 1.
Por que o tratamento vem sendo acompanhado de perto
Por se tratar de terapia experimental, cada caso é acompanhado com protocolos clínicos e avaliação contínua. A autorização judicial tem sido necessária para alguns pacientes realizarem o procedimento fora de estudos formais.
Especialistas ressaltam que a análise dos resultados considera variáveis como tempo de lesão, nível da lesão e resposta individual ao tratamento. O acompanhamento inclui exames neurológicos e avaliação funcional.
A divulgação dos casos tem ocorrido com foco na documentação científica e no compartilhamento de dados para pesquisa.
Outros pacientes que receberam a substância
O primeiro paciente a receber a aplicação foi Luiz Fernando Mozer, de 37 anos, que sofreu lesão medular em acidente durante apresentação de motocross no Espírito Santo. Em menos de 48 horas, passou a relatar sensibilidade nos membros inferiores e contrações musculares.
Um segundo paciente, de 35 anos, tratado após queda de moto no Rio de Janeiro, apresentou movimentos discretos do pé e retorno parcial de sensibilidade em áreas das pernas.
Bruno Drummond de Freitas, de 31 anos, diagnosticado com tetraplegia, voltou a andar após o tratamento. Diogo Barros Brollo, de 35 anos, que ficou paraplégico, apresentou movimento no pé após a aplicação.
Outro caso envolve um jovem de 24 anos que sofreu acidente em uma cachoeira no Espírito Santo, com lesão cervical grave. Registros mostram retorno de movimentos nos braços durante o acompanhamento.




