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Redes sociais feitas para viciar? Zuckerberg vai depor em processo histórico

O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, vai prestar depoimento nesta quarta-feira (18) perante um júri em Los Angeles (EUA) num processo histórico sobre redes sociais. O executivo será questionado se o Instagram e o Facebook foram projetados deliberadamente para viciar usuários e se a empresa ignorou danos à saúde mental de crianças e adolescentes.

Esta é a primeira vez que Zuckerberg testemunha diante de um júri sobre a segurança de suas plataformas. O caso, movido por uma jovem de 20 anos identificada como K.G.M., serve como teste para a responsabilidade jurídica das big techs pelo design de seus produtos. O processo busca determinar se recursos técnicos causaram depressão e pensamentos suicidas na jovem.

Zuckerberg responde em tribunal sobre design viciante das redes sociais

O processo movido por K.G.M. foca em recursos como o feed infinito e algoritmos de recomendação que teriam exacerbado quadros de depressão. A acusação compara a estratégia das big techs à da indústria do tabaco, alegando que as empresas ignoraram pesquisas internas sobre danos a menores de idade. Meta e YouTube são os réus remanescentes após acordos feitos pelo TikTok e Snap.

A defesa da Meta sustenta que a empresa trabalha para proteger jovens usuários com ferramentas de segurança e controle parental. Na última semana, o head do Instagram, Adam Mosseri, negou em tribunal que as redes sociais causem vício clínico. Ele afirmou que decisões que prejudicam o bem-estar dos usuários não são lucrativas para a companhia a longo prazo.

O depoimento de Zuckerberg ocorre sob a pressão de famílias de vítimas que acompanham as sessões no tribunal de Los Angeles. Relatos indicam que pais de jovens falecidos acamparam para garantir assento e ver o CEO da Meta responder sobre filtros de cirurgia estética e outros recursos. Paralelamente, a Meta enfrenta ações judiciais no Novo México por falhas na proteção contra predadores sexuais.

O veredito deste caso pode estabelecer um precedente legal para milhares de processos semelhantes movidos por famílias norte-americanas. Jurados ouvirão testemunhos até o final de março para determinar se as plataformas têm responsabilidade civil direta pelos danos alegados. O desfecho influenciará futuras leis sobre o funcionamento de algoritmos e a proteção de menores de idade no ambiente digital.

(Essa matéria usou informações de ABC, AFP, AP, CNN e NPR.) 

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