Segundo Defesa, Bombeiro preso na Operação Ulysses pode ser liberado nas próximas horas

O subtenente Roberto Henrique foi candidato a deputado federal nas eleições de 2018 pelo PL

O subtenente do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro Roberto Henrique de Souza Júnior, de 52 anos, que foi preso na Operação Ulysses, da Polícia Federal (PF), pode ser solto nas próximas horas, segundo informação dada por sua Defesa ao J3News. Preso na mesma operação, Carlos Victor de Carvalho, mais conhecido como CVC, teve a prisão provisória prorrogada na última quarta-feira (25).

Roberto Henrique teve prisão provisória no último dia 16 de janeiro. O advogado Cristiano Sampaio, que atua na defesa do Bombeiro, informou que, ‘até o momento, não havia sido feito o pedido de prisão preventiva, então presume-se que o Bombeiro pode ser colocado em liberdade’ a qualquer momento.

Lotado em Guarus, subdistrito de Campos, o bombeiro foi preso por ter sido suspeito de organizar e financiar os atos de vandalismo no Distrito Federal, em 8 de janeiro. Júnior, que está há 33 anos na corporação, foi preso em casa, em Campos.

Ao portal g1, o secretário de Estado de Defesa Civil e comandante-geral do Corpo de Bombeiros do Rio, coronel Leandro Monteiro, afirmou que o suboficial, até então, teria sido afastado das funções. A corporação informou em nota que ‘repudia veementemente quaisquer atos que ameacem o Estado Democrático de Direito’.

“Será instaurado, ainda hoje [dia 16 de janeiro], um Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar a participação do bombeiro da corporação em ataques contra o patrimônio público e em associações criminosas visando à incitação contra os poderes institucionais estabelecidos, o que é inadmissível”, disse Monteiro.

Candidato a deputado federal

O subtenente Roberto Henrique foi candidato a deputado federal nas eleições de 2018. À época, o bombeiro disputou o pleito pelo partido Patriota, partido ligado a base do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), sob o nome de Júnior Bombeiro. Ele teve apenas 1.260 votos. Em agosto do ano passado, ele foi condenado pela Justiça Eleitoral por mau uso do fundo partidário. De acordo com o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Rio, o então candidato não prestou suas contas de campanha, motivo pelo qual obrigado a devolver R$ 4 mil. O g1 não conseguiu contato com a defesa de Roberto Henrique.

Caso CVC

Vale lembrar que, em relação ao caso de Carlos Victor de Carvalho, membro da Associação Direita Campos, mais conhecido como CVC, preso no último dia 19, a defesa informou que deu entrada no pedido de revogação de prisão do seu cliente, anexando ao requerimento o que, segundo os advogados, seriam provas da inocência de CVC. Sua prisão foi prorrogada por mais cinco dias na última quarta-feira (25).

Ele também foi preso durante a Operação Ulysses, que investiga a participação, financiamento e organização dos atos antidemocráticos em Brasília no último dia 8, no Distrito Federal. A defesa apontou, ainda, supostas irregularidades cometidas na Polícia Federal em Campos, durante a tomada de depoimento de Carlos Victor.

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