Bolsonaro gastou R$ 27 mi no cartão corporativo, mas menos que Lula

Apesar de ter gasto mais de R$ 27 milhões do cartão corporativo, Bolsonaro (esquerda) gastou menos que Lula (direita). (Sérgio Lima/Poder360)

No período em que esteve na Presidência da República, de janeiro de 2019 ao final de 2022, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) gastou R$27.621.657,23 em 4 anos no CPFG (Cartão de Pagamento do Governo Federal), o popular cartão corporativo. Quando o gasto de cada ano é corrigido pela inflação até dezembro de 2022, o total vai a R$ 32.659.369,02.

Se considerar a inflação de todo o período, o valor é menor que os que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) gastou em cada um de seus 2 mandatos.

No 1º mandato (2003 a 2006), Lula gastou R$ 22 milhões em seu cartão corporativo. Só que houve grande inflação daquele período para cá. Do fim de 2003 ao fim de 2022, por exemplo, a taxa acumulada é de 191,9%. Ou seja, um gasto de R$ 100 naquele ano equivale a um gasto de R$ 291,90 hoje.
Ao fazer a correção pela inflação dos gastos, ano a ano, até dezembro de 2022, é possível constatar que os R$ 22 milhões equivalem a R$ 59 milhões de gastos atuais.

Algo semelhante acontece em relação ao 2º mandato: considerando a inflação, os R$ 21,9 milhões de gastos no período 2007-2010 2007-2010 equivalem a R$ 47,9 milhões em valores atuais.

Os números brutos, sem correção pela inflação, foram disponibilizados pela Secretaria Geral da Presidência da República depois de pedido de LAI (Lei de Acesso à Informação) da Fiquem Sabendo, agência de dados especializada no acesso a informações públicas. Eis a íntegra (5,3 MB). As informações também foram hospedadas no site do governo.

Leia os gastos de todos os presidentes com o cartão corporativo desde o 1º mandato de Lula, corrigidos pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) anual:

Bolsonaro

Há registro de ao menos 21 CPFs (Certidões de Pessoas Físicas) diferentes tendo feito gastos no cartão de Bolsonaro durante o mandato. A 1ª despesa foi realizada em 4 de janeiro de 2019 –uma compra de R$ 303,78 em uma rede de supermercados em Brasília. A última, em 4 de dezembro de 2022, curiosamente, também foi feita no mesmo estabelecimento, ao custo de R$ 54,66.

No caso do ex-presidente, o uso do cartão predominou em gastos com hospedagem, que concentraram 49,5% do total. Nove das 10 maiores despesas do cartão de Bolsonaro foram feitas em hotéis do Guarujá, que costumava frequentar e tirar foto com apoiadores em períodos de descanso. Em um dos estabelecimentos, o ex-presidente gastou valores próximos a R$ 1,5 milhão.

Na sequência, gastos tipificados em gêneros de alimentação concentram quase ⅕ (19,9%) das despesas de Bolsonaro. Em uma viagem que fez a Roraima, em 26 de outubro de 2021, há registro de um pagamento de R$ 109.266,00 em um restaurante de Boa Vista especializado em marmitas e frangos assados.

Há ainda gastos de R$ 714.248,41 em postos de gasolina, R$ 31.440 em excesso de bagagem e R$ 1.809,94 em um pet shop entre fevereiro e abril de 2022. Esses valores não estão reajustados pela inflação.

Hospedagem lidera

O uso do cartão para gastos com alojamento foram os mais comuns na fatura dos cartões corporativos presidenciais de 2003 até aqui — com exceção do 1º mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de 2003 a 2006, quando aluguéis de transporte representaram 47,8% do total.
No ranking de 10 maiores gastos do cartão nos últimos 20 anos, 6 são de Bolsonaro, 1 é de Lula (2008), 2 são da ex-presidente Dilma Rousseff (ambas em 2014, no final de seu 1º mandato) e outra é do ex-presidente Michel Temer, em 2016. Todos são referentes a despesas de hospedagem.

Cartão corporativo

O CPGF foi criado em decreto por Fernando Henrique Cardoso (PSDB), em 2001. Segundo o Portal da Transparência, o cartão corporativo é previsto para: atender a despesas de pequeno vulto (aquelas que não ultrapassem o limite estabelecido na Portaria MF nº 95/2002); atender a despesas eventuais, como viagens e serviços especiais, que exijam pronto pagamento; executar gastos em caráter sigiloso.

Fonte: Poder360

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