Entidades do comércio e empresários acumulam reclamações pela má prestação de serviços da Enel

A insatisfação dos campistas pela má prestação de serviços de energia elétrica ofertadoas pela empresa Enel não é um problema atual. As repetidas oscilações na energia, explosões de transformadores, demora para ligação e religação da luz em imóveis privados ranqueiam a empresa como uma das mais reclamadas no Procon, em Campos. Semana passada, uma explosão de transformador que deixou o edifício comercial Ninho das àguias sem energia por quase oito horas foi o ápice para o manifesto crítico de reprsentantes de entidades ligadas ao comércio e empresários que contaramao J3News as mais diversas experiências negativas com a empresa.

Funcionários da Associação Comercial e Industrial de Campos (Acic) subiram 16 andares pela escada para trabalhar, na sexta-feira (16). Por falta de energia elétrica desde pouco antes das 6h, os elevadores não funcionavam. De acordo com o presidente da entidade, Fernando Loureiro, foi registrada uma pequena explosão em um poste de energia elétrica na Rua Santos Dumond, no Centro, antes das 6h. “O síndico entrou em contato com a Enel que deu prazo para resolver a questão até às 10h, mas a energia só foi restabelecida por volta das 13h”, contou.

Neste intervalo de tempo, quase todo comércio do Centro foi atingido e ficou sem energia, inclusive a agência do INSS, na Praça São Salvador. O circuto de monitoramento por câmeras do Ninho das Águias foi danificado. A dentista Celeste Maria Rangel sofreu prejuízos financeiros. Todos os seus pacientes foram desmarcados por falta da energia no prédio Ninho das Águias. A Acic informou que vai enviar ofício para a Enel e acionar a empresa juridicamente “porque não foi um fato isolado; é comum acontecer oscilações e falta de energia”, disse Loureiro.

Também com loja de pesca esportiva na Rua Santos Dumond,o empresário Árthur Sá conta os prejuízos: “Foi uma hora de transtorno porque não pudemos atender nossos clientes há uma semana do Natal e não podemos calcular o tamanho do prejuízo. Em aproximadamente um mês este problema já acontceu duas vezes pelo menos”, disse o empresário.

No in´cio da semana passada, durante uma tempestade de verão, o empresário Roberto Escudini e outros que possuem comércio na Avenida Alberto Torres, ficaram horas sem energia. “Faltou energia por volta das 15h e a Enel deu prazo máximo de 18h45 para resolver, s´ó que a gente não ia conseguir lidar com essa demora. Fechamos às 18h e não poderíamos fechar até que a luz fosse restabelecida porque precisávamos desligar os equipamentos e fechar o caixa. Ficamos assustados com este prazo, felizmente, o problema foi resolvido antes. Não há dúvidas de que é preciso melhorar a prestação de serviço da Enel”, falou.

Embate técnico

O mais novo empreendimento do Grupo IMNE, o Beda Prime, construído na Rua Conselheiro Otaviano, próximo a esquina com Rua Lacerda Sobrinho, no Centro de Campos, aguarda instalações da Enel há cerca de seis meses. O embate técnico impede que a unidade de saúde ambulatorial, dignóstica de precisão e cirúrgica, seja inaugurada dentro do cronograma previsto pela presidência. O engenheiro eletricista, Leo Coqueiro de Vasconcellos, explica os motivos.

“Preciso de um poste de medição na rua e a burocracia para resolver é imensa. Leva-se seis meses para resolver o que deveria acontecer em 15 dias. Tive uma reunião virtual adiada quatro vezes pela Enel, sem contar que o encontro físico é impossível. E isto dificulta a comunicação e o entendimento pois precisamos enviar desenhos e projetos para serem analisados e discutidos. No fim das contas, não conseguimos defender o projeto porque a empresa não oferece pessoal técnico e fica muito distante a análise apenas pela imagem”, afirma Coqueiro.

Ele continua: “É impossível saber quando a Enel vai nos responder e eu entendo que o motivo desta falta de atenção com o cliente é o monopólio que eles detêm. Esta falta de concorrência desqualifica a empresa e nos torna refém dela”, finalizou. 

São Paulo – Funcionários da Enel fazem manutenção em poste de energia elétrica no bairro de Pinheiros.

Demora para ligação de energia em novos empreendimentos não é exclusiva do Grupo IMNE

O empresário Joilson Barcelos é um dos principais em quantidade a consumir energia da Enel em suas empresas. Sua principal reclamação é quanto a demora para ligação de energia nos grandes empreendimentos recém-construídos e inaugurados. “Sou um dos maiores consumidores, mas isso não significa para a Enel que não nos valoriza. Somos obrigados a esperar cerca de seis meses para fazer uma ligação, mesmo depois de apresentar o projeto conforme exigência deles. Quando vão fazer a vistoria no prédio, costumam encontrar pequenas falhas que, mesmo reparando, demoram a voltar para reavaliar e liberar a energia. Muitas vezes, no retorno da vistoria, encontram falhas que poderiam ter visto antes. Isto é um absurdo. Passamos este tempo funcionando com geradores. Nós, clientes, não somos valorizados, somos desprezados”, desabafou Joilson.

A Enel não se pronunciou sobre as questões reclamadas.

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