Um Natal cheio de expectativas

Busca por presentes |Consumidores já movimentam o comércio local (Fotos: Silvana Rust)

Após dois Natais de vendas fracas — o de 2020 em isolamento social e o de 2021 ainda sob o impacto da alta da inflação e do desemprego, impulsionados pela pandemia de Covid-19 —, este ano, a expectativa do comércio é alta para as festas de fim de ano. Em Campos, lojistas estão otimistas e já vêem o crescimento do movimento de pessoas em busca de presentes. A Associação Comercial e Industrial de Campos (Acic) espera aumento de 10% nas vendas. Já a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) prospecta 25% de crescimento. Nas ruas, as pessoas se mostram dispostas a comprar e de olho nos preços e nas condições especiais.

Segundo o economista Ranulfo Vidigal, a expectativa é de que o 13º salário seja usado para pagar parte das dívidas, compras de Natal e ainda tenha parte reservada para as contas dos primeiros três meses do ano. “Pelas minhas estimativas, já está circulando em Campos, na forma de 13º, alguma coisa em torno de R$ 400 milhões. Eu estimo que metade disso vire consumo. Do restante, uma parte vai virar redução de endividamento e a outra vai virar uma espécie de reserva para os primeiros 90 dias do ano que vem”, pontua.

Com diversas ruas do centro de Campos fechadas estrategicamente para maior mobilidade nas compras de Natal, as pessoas já estão lotando os estabelecimentos comerciais em busca de presentes. Graziele Rodrigues é gerente de uma loja de roupas na Rua João Pessoa e já está animada. “As vendas deste ano já estão melhores. Ano passado, por causa da pandemia, caiu um pouco, mas este ano já está muito bom e a expectativa é só aumentar. Até a sexta antes do Natal a gente espera bastante gente na rua para comprar”, destacou Graziele, que não estimou a porcentagem de aumento das vendas.

Gerente | Nicola Luciano Júnior

Nicola Luciano Júnior é gerente de uma loja no calçadão do Centro, que integra a uma grande rede nacional de varejo de eletroeletrônicos. Para ele, o movimento já está maior. “A expectativa é positiva. Temos trabalhado muitas ofertas, tivemos a Copa próxima do Natal, que também deu uma aquecida legal no mercado. Já deu para perceber uma procura maior. Eu acredito que depois desse período de comércio preso, parado, sofrendo pela pandemia, as pessoas agora deram uma animada em presentear”, disse o gerente.

Em uma rede de lojas de brinquedos, que há seis meses funciona no centro de Campos, os vendedores também estão animados com o crescimento do movimento. “Depois da pandemia, nós ficamos dois anos sem bater a meta e agora estamos vendo o movimento aumentar todos os dias e, como o brasileiro deixa tudo para última hora, a expectativa é de crescer ainda mais até a véspera de Natal”, disse o vendedor Caio dos Santos.

A consumidora Anelise Domingues aproveitou para pesquisar. “Eu estou dando uma olhada hoje, pesquisando os preços e depois vou voltar para comprar. Este ano só as crianças vão ganhar presente, porque é muita gente e eu priorizo os menores e minha mãe, claro. Eu acho que o Natal de 2022 vai ser mais farto do que o do ano passado. Estou gostando dos preços e a variedade de opções também está grande”, disse a jovem.

A previsão de um dos maiores grupos econômicos de Campos, o Barcelos — controlador da rede Superbom — é de que suas vendas no período cresçam até 15%, conforme estimativa do empresário Joilson Barcelos. “Nós já percebemos um crescimento durante o ano todo e acreditamos em mais aumento de vendas para o Natal”, disse o empresário.

Economista | Ranulfo Vidigal

Recuperação
O economista Ranulfo Vidigal confirma que o clima para as festas de final é melhor que nos dois anos anteriores. Segundo Ranulfo, com cerca de 70% da população com pelo menos três doses da vacina, o que diminui o impacto das novas variantes do novo coronavírus, a perspectiva é de que melhore ainda mais. Além disso, os dados de empregabilidade na região são positivos.

“O movimento tende a ser melhor em função de estarmos vindo de dois anos que foram: um de pandemia e outro de ‘pós-pandemia’ com muita instabilidade, em que o nível da renda do brasileiro estava muito travado. Dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) dão conta de que nas três economias mais importantes da nossa Região, que são Macaé, Campos e São João da Barra, em função do Porto do Açu, foram gerados mais 15 mil novos empregos este ano. Isso significa, obviamente, mais renda incorporada ao mercado. Então, as pessoas estão com mais potencial de consumo, coisa que, se comparar com 24 meses, não foi a mesma coisa. A curva descendente de emprego foi muito expressiva no ano da pandemia e não se recuperou completamente no ano seguinte, mas agora eu acho que ela já recuperou e até superou”, enfatiza Ranulfo.

Melhora | Vacinação contra a Covid e queda do desemprego refletem nos índices de vendas

Entidades confiantes            
A geração de empregos refletiu na confiança das entidades para um final de ano positivo. Segundo o presidente da Associação Comercial e Industrial de Campos (Acic), Fernando Loureiro, a estimativa é de crescimento de até 10%, se comparado com o mesmo período do ano passado, considerando os números de trabalhadores no Porto do Açu e a retomada do setor offshore. “A montagem da árvore de Natal e do Presépio na Praça São Salvador, além da programação oferecida pela Prefeitura, com apoio da iniciativa privada, também vem contribuindo para despertar o espírito natalino dos campistas”, acrescentou.

O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Campos (CDL), Edvar Chagas, frisou que o fim do isolamento e o aumento da imunização levaram os clientes, que estavam comprando mais pela Internet, de volta às experiências físicas. Contudo, ele destaca que é preciso estar preparado para receber estes clientes novamente. “Esperamos um aumento de, no mínimo, 20% a 25% nas vendas, em relação a 2022. As vendas presenciais estão tendo uma retomada muito forte e é importante que as lojas estejam preparadas para receber esses clientes de volta”, enfatizou.

Para melhor atender ao consumidor, as lojas do Centro estão autorizadas a estender o horário de atendimento e abrir aos domingos, desde que respeitem o acordo coletivo, assinado com o Sindicato do Comércio Varejista (Sindivarejo).

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